Governo sinaliza manutenção de subsídios aos combustíveis em 2027
No Brasil, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que um eventual novo governo Lula deve manter a subvenção aos combustíveis em 2027, caso o petróleo siga em patamar elevado.
Pontos principais
- A subvenção de 2026 é paga com a receita extra do petróleo, e a lei que autoriza esse uso vale só para este ano.
- Durigan fala em novo projeto de lei para 2027 e diz que o governo não vai ampliar o espaço fiscal para bancar a medida.
- Sem a subvenção deste ano, afirma o ministro, o diesel custaria mais de R$ 12 por litro e a gasolina, mais de R$ 10.
- O governo não descarta manter em 2027 o imposto de exportação de petróleo, criado em 2026 por causa do conflito no Oriente Médio, se houver risco de desabastecimento interno.
- Sobre a proposta de Flávio Bolsonaro (PL) de retomar a paridade com o preço internacional da Petrobras, Durigan diz que, sem uma política federal, “o preço vai explodir”.
A manutenção da subvenção em 2027 depende de dois fatores, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan: o Brent seguir em patamar muito elevado e o governo continuar recebendo receita adicional com o petróleo. Em entrevista ao Canal UOL, ele disse que essa deve ser a proposta do presidente Lula para um eventual novo governo. A ajuda, segundo ele, serve para suavizar a alta, “não é para controlar preço, tabelar preço”, e evitar que a inflação estoure.
A entrevista foi dada no segundo turno da eleição presidencial brasileira, em que Lula disputa com Flávio Bolsonaro (PL). Ela não traz valor nem prazo para a medida de 2027, que depende de um projeto de lei que o governo pode enviar.
