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Governo reduz impostos da gasolina e cria subsídio para o diesel

Medidas visam conter o impacto da alta do petróleo, com redução de R$ 0,63 na gasolina e subvenção de R$ 1 por litro de diesel até outubro.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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09/09 às 12:15, atualizado 19/09 às 18:52

Pontos principais

  • Redução de R$ 0,63 por litro nos tributos federais (PIS/Pasep e Cofins) sobre a gasolina.
  • Isenção total de tributos federais sobre o etanol hidratado.
  • Criação de subvenção econômica de R$ 1 por litro de diesel para produtores e importadores.
  • Impacto fiscal estimado em R$ 7 bilhões mensais aos cofres públicos.
  • Medidas vigentes entre 10 de setembro e 5 de outubro de 2026.
  • Ação responde à alta do petróleo Brent, que superou a marca de US$ 100 por barril.
  • Governo utilizará receitas extraordinárias do setor de petróleo para financiar a desoneração.
  • Custo total das medidas até o final de setembro é projetado em R$ 37,5 bilhões.
  • Abertura de crédito extraordinário de R$ 6,6 bilhões via Medida Provisória.
  • Governo afirma que as ações são temporárias e não exigem espaço fiscal adicional.

O governo federal anunciou um pacote de medidas para conter a alta dos preços dos combustíveis no mercado interno, motivada pela volatilidade do petróleo tipo Brent, que atingiu o patamar de US$ 100 por barril. A iniciativa inclui a redução de R$ 0,63 por litro nos tributos federais sobre a gasolina e a isenção total de PIS/Pasep e Cofins para o etanol hidratado, com vigência programada até o dia 5 de outubro de 2026.

Além da desoneração, foi editada uma Medida Provisória que autoriza a concessão de uma subvenção econômica de R$ 1 por litro de diesel rodoviário, destinada a produtores e importadores. Esta ação substitui o modelo de subsídio anterior, previsto na MP 1.358, que expirou nesta quarta-feira, buscando garantir a estabilidade dos preços do combustível mais utilizado no transporte de carga nacional.

O impacto financeiro total das medidas é estimado em R$ 7 bilhões mensais, totalizando R$ 37,5 bilhões até o final de setembro. Segundo o ministro Bruno Moretti, o governo planeja financiar o custo das desonerações por meio de receitas extraordinárias provenientes do setor de petróleo, assegurando que a estratégia não demande espaço fiscal adicional no orçamento federal.

As autoridades justificam a intervenção como uma medida temporária e necessária para proteger o poder de compra da população diante dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio. O governo reforçou que o valor da subvenção ao diesel poderá ser ajustado conforme as condições de mercado, mantendo o monitoramento constante sobre a volatilidade dos preços internacionais.

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