Governo adia fim de subsídio à gasolina após alta do petróleo
O governo federal manteve o subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina devido à volatilidade do petróleo, provocada pelas tensões militares entre EUA e Irã.
Pontos principais
- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, prorrogou o subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina por mais uma semana.
- A decisão foi motivada pela alta do barril de petróleo, que atingiu US$ 80 após a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã.
- A Câmara dos Deputados aprovou um crédito extraordinário de R$ 10 bilhões para ampliar o subsídio ao diesel até o final de 2026.
- O presidente da Câmara, Hugo Motta, condicionou a retirada dos subsídios à estabilização dos preços internacionais.
- O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) se reunirá no dia 14 para discutir o aumento da mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%.
- O governo avalia o PLP 114/26, que busca compensar renúncias fiscais em combustíveis com receitas extraordinárias do setor de petróleo.
O governo federal anunciou o adiamento da retirada do subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina, mantendo a medida por pelo menos mais uma semana. A decisão, confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, é uma resposta direta à instabilidade no mercado global de petróleo, que viu o preço do barril atingir a marca de US$ 80 em meio ao agravamento das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã. O receio de um possível bloqueio no Estreito de Ormuz, rota vital para o suprimento mundial, forçou a equipe econômica a priorizar a proteção do custo de vida interno contra choques inflacionários.
Paralelamente, o Legislativo tem atuado para mitigar os impactos da crise. A Câmara dos Deputados aprovou a abertura de um crédito extraordinário de R$ 10 bilhões destinado ao subsídio do diesel, medida que agora segue para análise no Senado. O presidente da Câmara, Hugo Motta, reforçou que o plano do governo de eliminar gradualmente os subsídios à gasolina permanece inalterado, mas que a execução depende da estabilização dos preços internacionais, evitando assim uma pressão imediata sobre o consumidor brasileiro.
Para o futuro próximo, o governo busca alternativas para equilibrar a política de preços e a transição energética. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) tem reunião agendada para o dia 14, onde deverá deliberar sobre o aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina, elevando o percentual de 30% para 32%. A medida atende a uma demanda do setor de biocombustíveis e alinha-se ao cronograma da Lei do Combustível do Futuro, mesmo diante do cenário de incerteza externa. Enquanto isso, o PLP 114/26, que prevê mecanismos de compensação fiscal para o setor, segue em discussão no Congresso como parte da estratégia para garantir a sustentabilidade das contas públicas.
Tópicos relacionados
Comentários
Carregando comentários...
