Governo adia decisão sobre fim do subsídio à gasolina
Ministério da Fazenda posterga corte de subsídios devido à alta volatilidade do petróleo e tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Pontos principais
- A decisão sobre a retirada dos subsídios foi adiada para a próxima semana diante do barril de petróleo a US$ 80.
- O governo monitora o fim do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã e seus impactos na estabilidade dos preços.
- O presidente da Câmara, Hugo Motta, articula o PLP 114/26 para compensar renúncias fiscais com receitas do setor de petróleo.
- O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) tem reunião agendada para o dia 14 para deliberar sobre o tema.
- O governo avalia elevar a mistura de etanol na gasolina de 30% para 32% para aumentar a competitividade do setor.
O governo federal optou por cautela na retirada dos subsídios à gasolina, adiando uma definição para a próxima semana. A medida é uma resposta direta à volatilidade do mercado internacional, impulsionada pela escalada das tensões no Oriente Médio e pelo fim do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, fatores que elevaram o preço do barril de petróleo para a casa dos US$ 80. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que a revisão dos subsídios permanece no radar da pasta como um passo necessário para o ajuste fiscal.
Paralelamente, o presidente da Câmara, Hugo Motta, tem pressionado por uma solução definitiva, articulando o Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/26, que visa compensar renúncias fiscais com receitas extraordinárias do setor de petróleo. Enquanto o CNPE se prepara para deliberar sobre o assunto no dia 14, o governo também estuda aumentar a mistura de etanol na gasolina para 32%, buscando equilibrar a competitividade do setor sucroenergético frente ao cenário de incertezas globais.
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