Moraes determina prisão de Eduardo Bolsonaro e cancela passaportes
O ministro do STF ordenou o início do cumprimento da pena de quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto após o trânsito em julgado da condenação.
Pontos principais
- O ministro Alexandre de Moraes determinou a execução imediata da pena de quatro anos e dois meses de reclusão.
- A condenação por coação no curso do processo transitou em julgado em 3 de outubro, tornando-se definitiva.
- Foi expedido um mandado de prisão contra Eduardo Bolsonaro, a ser incluído no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões.
- Moraes ordenou o cancelamento de todos os passaportes brasileiros emitidos em nome do réu.
- A decisão determina a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal e a suspensão dos direitos políticos.
- Eduardo Bolsonaro reside atualmente nos Estados Unidos, onde obteve um green card em julho de 2025.
- O senador Carlos Viana repercutiu a decisão judicial, associando o mandado de prisão às críticas feitas pelo ex-deputado à atuação do ministro no exterior.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o início da execução da pena de quatro anos e dois meses de reclusão imposta a Eduardo Bolsonaro. A decisão ocorre após o trânsito em julgado da condenação pelo crime de coação no curso do processo, ocorrido em 3 de outubro, o que encerrou as possibilidades de recurso na esfera judicial brasileira.
Além da expedição do mandado de prisão, a determinação judicial inclui o cancelamento de todos os passaportes brasileiros emitidos em nome do ex-parlamentar. O ministro também ordenou a comunicação à Polícia Federal para a declaração administrativa imediata da perda do cargo de escrivão, bem como a notificação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a suspensão dos direitos políticos de Eduardo Bolsonaro enquanto durarem os efeitos da sentença.
O ex-deputado reside nos Estados Unidos desde 2025, onde obteve um green card que garante residência permanente e direito ao trabalho. A decisão tem gerado repercussão política, com parlamentares como o senador Carlos Viana comentando o desdobramento e relacionando a medida às denúncias feitas por Eduardo Bolsonaro no exterior sobre a atuação do magistrado. Embora o documento concedido pelo governo norte-americano permita sua permanência no país, a decisão do STF impõe restrições severas à sua mobilidade internacional e à sua situação funcional no Brasil, tornando o cumprimento da pena dependente de seu eventual retorno ao território nacional.
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