Eduardo Bolsonaro é um político brasileiro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, cujo mandato como deputado federal foi cassado em dezembro de 2025 por excesso de faltas, após residir nos Estados Unidos. Atualmente, é réu no Supremo Tribunal Federal por tentativa de coação em processo judicial envolvendo seu pai. Apesar da cassação, ele permanece ativo no cenário político, criticando o governo e promovendo a pré-candidatura de seu irmão, Flávio Bolsonaro, à presidência em 2026, defendendo uma "virada à direita menos ideológica e mais tradicional".
Eduardo Bolsonaro é um político brasileiro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Foi deputado federal por São Paulo pelo PL, eleito em 2022. Seu mandato foi cassado em 18 de dezembro de 2025 pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados devido a excesso de faltas, após residir nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. É réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de coação em processo judicial envolvendo o pai, e a ação penal contra ele foi formalizada em fevereiro de 2026. Mesmo após a cassação, continua ativo no cenário político, comentando sobre política externa e eventos internacionais, e criticando o governo Lula. Ele também tem se dedicado a promover a pré-candidatura de seu irmão, Flávio Bolsonaro, à presidência em 2026, defendendo uma "virada à direita menos ideológica e mais tradicional" no cenário político global.
Contexto histórico e desenvolvimento
Eleito deputado federal por São Paulo em 2022 pelo PL, Eduardo Bolsonaro acumulou 78 sessões deliberativas na Câmara em 2025, faltando a 63 delas (cerca de 81%). Mudou-se para os EUA em fevereiro de 2025, estendendo a estadia em março para evitar suposta perseguição política e prisão ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes. Tentou exercer o mandato remotamente, indicar-se líder da minoria para dribrar faltas e votar à distância, sem sucesso. Teve salário bloqueado pelo STF e foi incluído na Dívida Ativa da União por R$ 14 mil em débitos. A cassação foi decidida pela Mesa Diretora, assinada pelo presidente Hugo Motta, para cumprir regra constitucional e evitar confronto com o STF, similar aos casos de Alexandre Ramagem e Carla Zambelli. Seu suplente, Missionário José Olímpio, assumiu a vaga. Em novembro de 2025, o STF aceitou por unanimidade a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que apurou sua atuação nos Estados Unidos para promover um tarifaço contra exportações brasileiras e a suspensão de vistos de ministros do governo e da Corte, tornando-o réu pelo crime de coação no curso do processo. A ação penal foi formalizada em 19 de fevereiro de 2026, com o ministro Alexandre de Moraes como relator. Com a abertura da ação, Eduardo Bolsonaro poderá indicar testemunhas, apresentar provas de inocência e pedir diligências específicas para sua defesa. Após a instrução do processo, a Primeira Turma do STF decidirá sobre sua condenação ou absolvição. Após a cassação, Eduardo Bolsonaro manteve-se presente no debate político, expressando opiniões sobre a política externa brasileira e eventos globais, e trabalhando na articulação política para a candidatura de seu irmão.
Atividades pós-mandato e comentários políticos
Após a cassação de seu mandato, Eduardo Bolsonaro continuou a se manifestar sobre temas políticos, especialmente em relação à política externa. Em janeiro de 2026, criticou a agenda diplomática do governo brasileiro com o Irã, associando a visita do vice-presidente Geraldo Alckmin ao país à repressão interna iraniana. Na mesma ocasião, elogiou o presidente dos EUA, Donald Trump, por seu apoio aos protestos no Irã, sugerindo que a postura norte-americana poderia acelerar mudanças no regime iraniano. Suas declarações refletem a polarização política e as diferentes visões sobre a política externa no Brasil.
Em 26 de janeiro de 2026, durante uma conferência internacional de combate ao antissemitismo em Jerusalém, Israel, Eduardo Bolsonaro criticou o governo Lula por não classificar facções criminosas como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como grupos terroristas, apesar de um pedido feito por Donald Trump. Ele argumentou que a ausência de ataques não significa ausência de terroristas e que facções brasileiras teriam ligações com o Hezbollah e a Jihad Islâmica. No evento, ele também acusou Organizações Não Governamentais (ONGs) de servirem como fachada para a estruturação de facções e associou o antissionismo ao antissemitismo moderno. Eduardo repudiou a saída do Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto em julho de 2025, questionando a decisão do governo Lula. Ele concordou com a afirmação de que Lula simboliza o socialismo conectado ao antissemitismo e pediu apoio à candidatura de seu irmão, Flávio Bolsonaro, à presidência em outubro de 2026, mencionando que seu pai, Jair Bolsonaro, estaria preso devido ao uso político da lei e, portanto, impedido de concorrer.
Em 10 de fevereiro de 2026, Eduardo Bolsonaro defendeu em suas redes sociais que o mundo está "sedento" por uma "virada à direita menos ideológica e mais tradicional", focada em princípios que "já deram certo e respeitam nossas culturas". Essa declaração ocorreu no contexto da repercussão internacional de uma entrevista de seu irmão, Flávio Bolsonaro, à mídia francesa, onde Flávio criticou o ministro Alexandre de Moraes, o presidente Lula e o presidente francês Emmanuel Macron. Eduardo tem cobrado engajamento de bolsonaristas e integrantes da direita na pré-candidatura de Flávio à Presidência em 2026. Ele e Flávio têm viajado ao exterior para consolidar o nome do senador como uma liderança alinhada à direita conservadora internacional, em meio a discussões sobre a pulverização de candidaturas da oposição.
Linha do tempo
Fevereiro de 2025: Viagem para os Estados Unidos, comunicada à Câmara.
Março de 2025: Anúncio público de permanência nos EUA para evitar prisão.
Julho de 2025: Brasil se retira da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto.
Durante 2025: Acumula 63 faltas em 78 sessões deliberativas.
Novembro de 2025: STF aceita denúncia da PGR e Eduardo Bolsonaro se torna réu por coação no curso do processo.
17 de dezembro de 2025: Hugo Motta discute cassação com líderes partidários.
18 de dezembro de 2025: Mesa Diretora cassa mandato por excesso de faltas; decisão publicada no Diário da Câmara.
14 de janeiro de 2026: Critica a visita de Alckmin ao Irã e elogia Donald Trump por apoio a protestos no país.
26 de janeiro de 2026: Participa de conferência em Jerusalém, critica o governo Lula por não classificar CV e PCC como terroristas, associa ONGs a facções, repudia a saída do Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto e pede apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência.
10 de fevereiro de 2026: Defende uma "virada à direita menos ideológica e mais tradicional" e cobra engajamento de bolsonaristas na pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência.
19 de fevereiro de 2026: STF formaliza a abertura da ação penal contra Eduardo Bolsonaro, com Alexandre de Moraes como relator.
Principais atores
Jair Bolsonaro: Pai, ex-presidente condenado a mais de 27 anos na trama golpista e preso após ser condenado por orquestrar uma tentativa de golpe de Estado, o que o impede de concorrer à presidência. Permanece como ponto de convergência para o campo conservador.
Hugo Motta (Republicanos-PB): Presidente da Câmara, assinou cassação.
Missionário José Olímpio (PL-SP): Suplente que assumiu a vaga.
Alexandre Ramagem (PL-RJ): Deputado cassado simultaneamente por decisão do STF.
Alexandre de Moraes: Ministro do STF, relator da ação penal contra Eduardo Bolsonaro, mencionado em alegações de perseguição e criticado por Flávio Bolsonaro.
Paulo Gonet: Procurador-geral da República, autor da denúncia no STF.
Centrão: Pressionou pela decisão na Mesa Diretora para evitar votação no plenário.
Geraldo Alckmin: Vice-presidente do Brasil, cuja visita ao Irã foi criticada por Eduardo Bolsonaro.
Donald Trump: Presidente dos EUA, elogiado por Eduardo Bolsonaro por seu apoio a protestos no Irã e por seu pedido para classificar facções brasileiras como terroristas.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ): Irmão, senador e pré-candidato à presidência em outubro de 2026, com apoio de Eduardo Bolsonaro. Tem viajado ao exterior para consolidar sua imagem como liderança da direita conservadora internacional.
Benjamin Netanyahu: Primeiro-ministro de Israel, presente na conferência em Jerusalém.
Emmanuel Macron: Presidente da França, criticado por Flávio Bolsonaro como "extrema incompetência".
Valdemar Costa Neto: Presidente do PL, defende que decisões eleitorais passem pelo crivo de Jair Bolsonaro.
Termos importantes
Excesso de faltas: Regra constitucional que proíbe deputados de faltar a mais de 1/3 das sessões deliberativas anuais, levando à perda automática do mandato.
Cassação de mandato: Decisão da Mesa Diretora ou plenário da Câmara para perda do cargo parlamentar.
Trama golpista: Processo no STF por tentativa de golpe de Estado, que condenou Jair Bolsonaro e Ramagem.
Dívida Ativa da União: Inclusão por débitos não pagos com a Câmara.
Réu no STF: Acusado de coação para influenciar julgamentos via sanções americanas. A ação penal foi formalizada em fevereiro de 2026.
Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA): Organização intergovernamental da qual o Brasil se retirou em julho de 2025.
Virada à direita menos ideológica e mais tradicional: Conceito defendido por Eduardo Bolsonaro para o cenário político global, focado em princípios que "já deram certo e respeitam nossas culturas".