STF mantém condenação de Eduardo Bolsonaro por coação
A Primeira Turma do STF rejeitou recurso e confirmou a pena de quatro anos e dois meses de prisão para o ex-deputado por coação no curso do processo.
Pontos principais
- A decisão da Primeira Turma do STF foi unânime, com votos de Moraes, Dino, Cármen Lúcia e Zanin.
- Eduardo Bolsonaro foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto.
- O ex-deputado também foi declarado inelegível até 2038 e recebeu uma multa de R$ 162 mil.
- O relator Alexandre de Moraes negou a tese de imunidade parlamentar para as ações do réu no exterior.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, por unanimidade, o recurso apresentado pela defesa de Eduardo Bolsonaro, mantendo sua condenação pelo crime de coação no curso do processo. O ex-deputado foi sentenciado a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto, além de ter sido declarado inelegível até 2038 e condenado ao pagamento de uma multa de R$ 162 mil. A decisão reafirma o entendimento da Corte sobre a gravidade das ações relacionadas à trama golpista.
Durante o julgamento, o relator Alexandre de Moraes destacou que as articulações feitas por Eduardo no exterior, com o objetivo de interferir no processo contra seu pai, não estão protegidas pela imunidade parlamentar. A Defensoria Pública da União, que representou o réu, havia solicitado a absolvição sob o argumento de ausência de provas e proteção pela liberdade de expressão, teses que foram integralmente descartadas pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
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