Gilmar Mendes e André Mendonça protagonizam bate-boca no STF
Ministros trocaram acusações em dois embates durante sessão que analisava mensagens de Daniel Vorcaro citando Alexandre de Moraes; pedido de vista de Flávio Dino suspendeu o julgamento após placar provisório de 4 a 3.
Pontos principais
- A sessão extraordinária do STF analisava a Pet 16.662, sobre mensagens do celular de Daniel Vorcaro que citam o ministro Alexandre de Moraes, nesta terça-feira (15).
- No primeiro embate, Gilmar Mendes acusou André Mendonça de "viés político-eleitoral" por marcar atos da investigação para 7 de setembro, dizendo que "pessoas decentes não fazem isso".
- Mendonça revidou chamando Gilmar de "leviano" e pedindo que ele "não aponte o dedo" para si, "não está falando com qualquer um".
- Num segundo momento, ao defender o procurador-geral Paulo Gonet, Gilmar chamou Mendonça de "sujeito investido de um sentimento policialesco" e voltou a falar em "desfaçatez".
- Mendonça reagiu pedindo respeito e afirmando que "isso aqui não é brincadeira".
- Flávio Dino pediu vista alegando que a Corte "não tem condições de deliberar" e que a condução do presidente Edson Fachin prolongaria a crise "por meses".
- No resultado provisório, a proposta de Gilmar para reunir a Pet 1662 à Pet 16704 teve os votos de Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes; Fachin, Mendonça, Luís Fux e Cármen Lúcia a rejeitaram, fechando o placar em 4 a 3.
- Nunes Marques se declarou impedido de votar a questão de ordem.
- Cármen Lúcia pediu desculpas ao povo brasileiro, dizendo lamentar não ter ajudado a "acalmar as coisas".
Uma sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal, que analisava mensagens do celular de Daniel Vorcaro citando o ministro Alexandre de Moraes, teve dois embates entre os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça nesta terça-feira (15). No primeiro deles, Gilmar acusou Mendonça de agir com "viés político-eleitoral" ao marcar atos da investigação para o dia 7 de setembro; Mendonça revidou chamando Gilmar de "leviano" e pedindo que ele "não aponte o dedo" para si. Horas depois, ao defender o procurador-geral Paulo Gonet, Gilmar voltou a acusar Mendonça, então relator do caso, de agir com "desfaçatez" e "sentimento policialesco", e o colega rebateu exigindo respeito e dizendo que "isso aqui não é brincadeira".
O clima levou a ministra Cármen Lúcia a pedir desculpas ao povo brasileiro pela "espetacularização" do caso. Ao final, o ministro Flávio Dino pediu vista alegando que a Corte "não tem condições de deliberar" diante do clima da sessão e que a condução do presidente Edson Fachin prolongaria a crise "por meses". No resultado provisório proclamado em seguida, a proposta de Gilmar para reunir os dois processos foi rejeitada por 4 votos a 3, com o voto de Dino pendente até o retorno da vista.
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