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Defesa de Flávio Bolsonaro tenta, sem sucesso, mudar relator do caso Dark Horse

Advogados do senador buscaram transferir a relatoria das investigações sobre o filme Dark Horse do ministro Flávio Dino para André Mendonça no STF.

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Foto: Times Brasil
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12/09 às 13:45, atualizado 22:00

Pontos principais

  • A defesa de Flávio Bolsonaro apresentou quatro pedidos formais para alterar a relatoria do inquérito.
  • Os advogados alegam que o caso deveria estar sob a responsabilidade de André Mendonça por prevenção.
  • O STF mantém a investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse com o ministro Flávio Dino.
  • O inquérito apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção na produção.
  • Documentos da PF revelam planos de negócios com projeções de bilheteria de até US$ 100 milhões.
  • O filme, que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro, é alvo de apurações sobre o uso de recursos do Banco Master.
  • O ministro Luiz Edson Fachin determinou que a PF forneça informações sobre dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro.

A defesa do senador Flávio Bolsonaro protocolou quatro pedidos no Supremo Tribunal Federal (STF) visando retirar a relatoria das investigações sobre o filme 'Dark Horse' das mãos do ministro Flávio Dino. Os advogados argumentam que o processo deveria ser conduzido pelo ministro André Mendonça, alegando que a distribuição atual teria criado uma prevenção artificial e que Mendonça já atua em procedimentos correlatos sobre o mesmo tema. Até o momento, as tentativas de redistribuição foram negadas pela presidência da corte.

O inquérito em questão apura possíveis crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção no financiamento da cinebiografia de Jair Bolsonaro. Documentos tornados públicos pela Polícia Federal indicam que a produção recebeu aportes do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, com planos de negócios que projetavam bilheterias de até US$ 100 milhões. O senador Flávio Bolsonaro nega qualquer irregularidade e afirma que não houve utilização de recursos públicos na obra, que é dirigida por Cyrus Nowrasteh e estrelada por Jim Caviezel.

Paralelamente, o caso ganhou novos contornos com a disputa sobre o acesso a provas digitais. O ministro Luiz Edson Fachin determinou que a Polícia Federal forneça, em até 24 horas, informações detalhadas sobre o material extraído do celular de Daniel Vorcaro. A decisão atende a solicitações de outros ministros da corte, que buscam garantir a paridade e a colegialidade no julgamento, enquanto a defesa do senador continua a pressionar por mudanças na condução dos processos que envolvem o financiamento da produção cinematográfica.

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