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Relatório do Coaf aponta repasse adicional de R$ 8,5 mi de Vorcaro ao filme Dark Horse

Documento revela que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro transferiu US$ 1,6 milhão ao fundo que financia a cinebiografia de Jair Bolsonaro após cobranças de Flávio Bolsonaro.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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01/09 às 10:45, atualizado 18:02

Pontos principais

  • Relatório do Coaf identificou um repasse de US$ 1,6 milhão, cerca de R$ 8,5 milhões, feito pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro em setembro de 2025.
  • O montante foi destinado ao fundo Havengate, responsável pela administração dos recursos da produção do filme 'Dark Horse'.
  • A transferência ocorreu oito dias após o senador Flávio Bolsonaro cobrar o banqueiro por novos aportes financeiros para o projeto.
  • O novo repasse eleva o investimento total de Vorcaro na cinebiografia de US$ 10,6 milhões para US$ 12,3 milhões.
  • As informações do Coaf contradizem declarações anteriores de Flávio Bolsonaro, que afirmou que os pagamentos haviam cessado em maio de 2025.
  • Trocas de mensagens indicam a possibilidade de um pagamento adicional realizado em outubro de 2025, após solicitação do publicitário Thiago Miranda.
  • O financiamento da obra é atualmente objeto de dois inquéritos no STF e de uma investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo.

Um relatório do Coaf revelou que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro realizou um aporte adicional de US$ 1,6 milhão para o fundo Havengate, que financia o filme 'Dark Horse', cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O documento aponta que a transação foi efetuada em setembro de 2025, logo após o senador Flávio Bolsonaro cobrar o banqueiro por novos recursos para a produção. Com essa movimentação, o montante total investido por Vorcaro no projeto subiu para US$ 12,3 milhões, com estimativas de que o valor final possa atingir US$ 14 milhões.

As novas revelações divergem das declarações públicas de Flávio Bolsonaro, que havia sustentado que os repasses do dono do Banco Master teriam sido encerrados em maio de 2025. O senador, que atua na captação de recursos e cessão de imagem para o filme, minimizou sua responsabilidade técnica sobre o financiamento, atribuindo questões operacionais à produtora. O caso ganha relevância jurídica, uma vez que o financiamento da obra está sob escrutínio de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) e de uma investigação da Polícia Civil de São Paulo, que apura irregularidades em contratos com a produtora Go Up.

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