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Dino autoriza PF a acessar dados de investigação sobre filme de Bolsonaro

O ministro Flávio Dino permitiu que a PF utilize provas da Polícia Civil de SP para apurar supostos desvios de verbas públicas na produção do filme Dark Horse.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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24/08 às 12:45, atualizado 21:32

Pontos principais

  • O ministro Flávio Dino, do STF, autorizou a Polícia Federal a acessar dados apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo.
  • A investigação foca na produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme 'Dark Horse', cinebiografia de Jair Bolsonaro.
  • Apura-se o possível desvio de finalidade de R$ 2 milhões em emendas parlamentares do deputado Mário Frias destinadas ao Instituto Conhecer Brasil.
  • A Ancine concedeu o Registro de Obra Estrangeira ao filme, mas autuou a produtora por falta de comunicação prévia de filmagens no Brasil.
  • A Polícia Federal solicitou à Ancine detalhes sobre o financiamento da obra, que teria recebido aporte do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
  • Investigadores analisam se recursos captados pelo senador Flávio Bolsonaro foram usados indevidamente, inclusive para despesas pessoais no exterior.
  • O Instituto Conhecer Brasil também é alvo de apurações por suspeitas de fraude em contratos com a Prefeitura de São Paulo.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a acessar provas coletadas pela Polícia Civil de São Paulo no âmbito de uma investigação que envolve a produtora Go Up Entertainment. A empresa é a responsável pela produção do filme 'Dark Horse', uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão atende a um pedido da PF para aprofundar as apurações sobre o uso de recursos públicos na obra, incluindo emendas parlamentares destinadas pelo deputado federal Mário Frias ao Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada à produtora.

Paralelamente, a Polícia Federal solicitou à Agência Nacional do Cinema (Ancine) informações detalhadas sobre o financiamento e as empresas envolvidas na produção do longa-metragem. A agência já havia concedido o Registro de Obra Estrangeira ao filme, mas a produtora enfrenta um processo administrativo por não ter comunicado previamente a realização de filmagens em território brasileiro. A PF deu um prazo de dez dias para que o órgão regulador forneça os dados necessários para o inquérito, que tramita sob relatoria no STF.

A investigação busca esclarecer denúncias de que o filme teria sido financiado com recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Documentos sob análise indicam que o senador Flávio Bolsonaro teria intermediado negociações para o aporte financeiro da obra. Além disso, apura-se a suspeita de que parte desses valores pudesse ter sido utilizada para custear despesas do deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O Instituto Conhecer Brasil, central nas investigações, também é alvo de apurações por supostas fraudes em contratos milionários com a Prefeitura de São Paulo, o que amplia o escopo da atuação das autoridades sobre a gestão da ONG.

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