EUA e Irã trocam tiros em Hormuz; Trump ameaça Irã e petróleo sobe
Os EUA e o Irã trocaram tiros no Estreito de Hormuz, com Trump ameaçando retaliação severa. A crise elevou o preço do petróleo para US$ 115 o barril e causou venda de títulos do Tesouro.
Pontos principais
- Os EUA e o Irã se envolveram em troca de tiros no Estreito de Hormuz, com os EUA retaliando lanchas iranianas.
- Os EUA abateram mísseis e drones iranianos que visavam navios americanos no Estreito de Hormuz.
- O presidente Trump autorizou a operação militar "Project Freedom" no Estreito de Hormuz para pressionar o Irã e auxiliar navios.
- Trump ameaçou que o Irã "será varrido da face da Terra" se atacar navios dos EUA no Estreito de Hormuz.
- A operação envolve destróieres, drones, aeronaves e 15.000 tropas para auxiliar navios comerciais.
- O Irã advertiu a Marinha dos EUA para não entrar no Estreito de Hormuz e ameaçou responder com dureza a qualquer ameaça.
- O Irã redefiniu sua zona de controle no Estreito de Hormuz e acusou Teerã de atacar os Emirados Árabes Unidos.
- O regime iraniano encerrou o cessar-fogo, e Trump pode retaliar para abrir o Estreito de Hormuz pela força.
- O preço do petróleo saltou para US$ 115 por barril após os incidentes, e títulos do Tesouro foram vendidos.
- Negociações diplomáticas entre enviados de Trump e o ministro das Relações Exteriores do Irã continuam.
A tensão entre os Estados Unidos e o Irã escalou no Estreito de Hormuz, com relatos de troca de tiros entre as forças dos dois países. Os EUA retaliaram atingindo lanchas iranianas, após terem abatido mísseis e drones iranianos que visavam navios americanos na região. Em resposta à crise, o preço do petróleo subiu para US$ 115 por barril, e houve venda de títulos do Tesouro, refletindo a instabilidade no mercado global.
O presidente Donald Trump ordenou uma operação militar no Estreito de Hormuz, denominada "Project Freedom", em resposta à sua frustração com o impasse nas relações com o Irã. A ação visa pressionar o governo iraniano a negociar um acordo, evitando uma escalada para um confronto militar direto. A operação envolve o envio de destróieres, drones, aeronaves e 15.000 tropas, com a Marinha dos EUA preparada para auxiliar navios comerciais e intervir contra possíveis ataques iranianos na região. Trump afirmou que a Marinha dos EUA "guiará" os navios retidos no Golfo pela guerra do Irã através do Estreito de Hormuz e ameaçou que o Irã "será varrida da face da Terra" caso ataque navios dos EUA.
Em meio a esses incidentes, o regime iraniano encerrou o cessar-fogo, o que pode levar o presidente Trump a retaliar, incluindo a possibilidade de abrir o Estreito de Hormuz pela força. O Irã, por sua vez, advertiu a Marinha dos EUA para não entrar no Estreito de Hormuz, uma rota crucial para o comércio global de petróleo e gás. Um oficial militar iraniano sênior alertou que qualquer embarcação que tentar cruzar o estreito sem autorização do Irã estará "em risco", em uma clara ameaça aos navios que buscam romper o que o Irã considera seu bloqueio. O Irã também acusou Teerã de atacar os Emirados Árabes Unidos.
O chefe do comando unificado militar iraniano alertou que forças armadas dos EUA e estrangeiras serão atacadas se entrarem no estreito. As forças armadas iranianas ameaçaram responder com dureza a qualquer ameaça e orientaram navios mercantes, incluindo aqueles "guiados" pelos EUA, a coordenar deslocamentos com militares iranianos, reiterando que a segurança da região está sob controle iraniano. A agência de notícias Tasnim informou que o Irã redefiniu sua zona de controle no Estreito de Hormuz e divulgou um novo mapa delimitando áreas sob seu controle.
Apesar da crescente tensão e da troca de tiros, Trump afirmou que representantes dos EUA estão tendo discussões "muito positivas" com o Irã. As negociações diplomáticas entre os enviados de Trump e o ministro das Relações Exteriores do Irã prosseguem, buscando uma solução para a crise. O Estreito de Hormuz é vital para a economia mundial, sendo rota de 20% do fluxo de petróleo, e está fechado pelo Irã desde o início da guerra com EUA e Israel.
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