O Irã recusou negociações com os EUA, citando exigências "irracionais" e acusou os americanos de violar o cessar-fogo após o ataque a um navio iraniano no Golfo de Omã, prometendo retaliação.
O Irã recusou-se a participar de uma segunda rodada de negociações com os Estados Unidos, citando exigências "irracionais" e "contraditórias" por parte dos americanos. A agência estatal de notícias IRNA confirmou a rejeição iraniana horas depois que o presidente Donald Trump anunciou o envio de emissários ao Paquistão para novas conversas. As negociações estavam programadas para ocorrer no Paquistão, três dias antes do fim do prazo do cessar-fogo. Esta recusa ocorre em meio a crescentes tensões, com o presidente Donald Trump ameaçando destruir usinas de energia e pontes no Irã caso um acordo não seja aceito. Trump acusou o Irã de "violação total" do cessar-fogo no Estreito de Ormuz e afirmou que o fechamento do estreito prejudica o Irã em US$ 500 milhões por dia. O principal negociador iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, havia mencionado progresso em negociações anteriores, mas destacou divergências sobre questões nucleares e o Estreito de Ormuz.
Em um desenvolvimento adicional, forças americanas interceptaram e atacaram um navio de carga com bandeira iraniana, o Touska, no Golfo de Omã. A interceptação ocorreu após o navio tentar furar um bloqueio naval dos EUA, sendo desativado com um "buraco" na casa de máquinas. O Presidente Trump anunciou a ação no Truth Social, afirmando que o USS Spruance deu aviso prévio antes de desativar o navio. Fuzileiros navais dos EUA estão com a custódia da embarcação para verificar o que há a bordo. O Comando Militar do Irã classificou a ação americana como 'pirataria' e alegou ter atacado navios de guerra dos EUA com drones em retaliação, prometendo novas ações. Teerã não se manifestou sobre o incidente, que pode aumentar as tensões entre os dois países. Este incidente marca o primeiro grande confronto desde o início do bloqueio naval, e acontece enquanto autoridades dos EUA e Irã se preparam para negociações no Paquistão sobre um cessar-fogo iminente, e Trump reitera suas ameaças de ataques a infraestruturas críticas iranianas caso um acordo não seja aceito.
O Irã acusou os Estados Unidos de violar o cessar-fogo com um bloqueio naval, classificando a ação como 'ilegal e criminosa' e uma punição coletiva. O presidente do parlamento iraniano, Mohammed Bagher Qalibaf, reiterou que o Estreito de Ormuz permanecerá restrito enquanto o bloqueio dos EUA aos portos iranianos estiver em vigor. O Presidente Trump, por sua vez, acusou o Irã de disparar contra navios no Estreito de Ormuz, com o Irã alegando que o bloqueio americano constitui um crime de guerra. A reabertura do estreito, anunciada após uma trégua entre Israel e Hezbollah, foi revertida após a declaração de Donald Trump de que o bloqueio aos portos iranianos permaneceria. Disparos contra navios indianos no Golfo Pérsico forçaram seu retorno, restabelecendo o status quo e ameaçando aprofundar a crise energética global. Navios-tanque de gás liquefeito também foram forçados a recuar do estreito pelas forças armadas iranianas, destacando a importância do Estreito de Ormuz como uma rota crucial para o petróleo mundial e fertilizantes.
Em meio a essa escalada, o Irã anunciou novas regras para o Estreito de Ormuz, incluindo a proibição de passagem para embarcações ligadas a Israel e a exigência de autorização para navios de "países hostis". Essa medida visa endurecer o controle sobre a rota marítima vital. Apesar das ameaças e da recusa iraniana, Trump havia anunciado que enviados dos EUA retornariam ao Paquistão para negociações de paz com o Irã, buscando um novo acordo. A delegação americana seria liderada pelo vice-presidente JD Vance, com a participação de Steven Witkoff e Jared Kushner. No entanto, o Irã não confirmou imediatamente a participação nas negociações, citando o bloqueio dos EUA aos seus portos e as "exigências excessivas de Washington, expectativas irrealistas e mudanças constantes de posição".
O líder supremo do Irã, Ayatollah Mojtaba Khamenei, declarou que a marinha iraniana está pronta para infligir novas derrotas aos inimigos, enquanto negociações anteriores em Islamabad discutiram uma suspensão de atividades nucleares iranianas, com propostas de 20 anos pelos EUA e 3-5 anos pelo Irã. A instabilidade na região, com declarações contraditórias e ataques a navios, ameaça aprofundar a crise energética global e afeta os preços do petróleo, enquanto o cessar-fogo no Líbano mostra sinais de desgaste, com ataques israelenses a "sabotadores" e um soldado israelense morto. O Presidente Trump, apesar da recusa iraniana, afirmou que as negociações com o Irã estão em andamento, mas alertou sobre a possibilidade de ataques adicionais caso um acordo para encerrar a guerra não seja alcançado.
G1 Mundo • 19 abr, 19:25
Folha de São Paulo - Mundo • 19 abr, 18:45
BBC World • 19 abr, 18:39
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