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Trump anuncia controle dos EUA sobre o Estreito de Ormuz

O presidente Donald Trump declarou que os EUA assumirão a gestão do Estreito de Ormuz, impondo uma taxa de 20% sobre cargas em meio a ataques militares.

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Foto: G1 Mundo
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13/07 às 06:45 · atualizado 13:33

Pontos principais

  • Donald Trump anunciou que os EUA atuarão como guardiões do Estreito de Ormuz, cobrando taxas pelo tráfego.
  • O governo americano impôs uma taxa de 20% sobre todas as cargas que transitam pela hidrovia estratégica.
  • Forças dos EUA realizaram ataques contra alvos militares iranianos, incluindo sistemas de defesa e radares.
  • O Irã retaliou com ataques contra instalações militares em países vizinhos, como Bahrein, Kuwait e Catar.
  • Teerã declarou o fechamento do estreito, medida contestada pela administração americana.
  • O presidente Trump afirmou que o acordo de paz anterior entre as nações está encerrado.
  • O Irã adotou o princípio de reciprocidade, ameaçando romper memorandos de entendimento com Washington.
  • O Estreito de Ormuz é uma rota vital para o comércio global, responsável pelo transporte de 20% do petróleo mundial.
  • Os preços do petróleo Brent e WTI subiram mais de 2% devido à instabilidade na região.
  • O Comando Central dos EUA afirmou que a ofensiva visa garantir a liberdade de navegação comercial.

O presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos assumirão o controle estratégico do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais críticas para o comércio global de energia. A decisão, que inclui a implementação de uma taxa de 20% sobre o valor das cargas que transitam pela via, marca uma mudança drástica na postura americana na região. Segundo o governo, a medida visa garantir a segurança da navegação e obter o reembolso pelos custos operacionais e riscos enfrentados pelas tropas dos EUA, que não atuarão mais como guardiões gratuitos da hidrovia. O anúncio ocorre em um momento de escalada militar sem precedentes entre Washington e Teerã.

A tensão atingiu um novo patamar após uma série de ataques mútuos. As forças armadas dos Estados Unidos conduziram bombardeios intensos contra cerca de 140 alvos iranianos, visando neutralizar sistemas de mísseis, radares e defesas aéreas que ameaçavam o tráfego comercial. Em resposta, o Irã lançou ataques contra instalações militares em países vizinhos que abrigam forças americanas, incluindo Bahrein, Kuwait, Catar, Jordânia e Omã. O governo iraniano, que insiste em sua soberania sobre o estreito, classificou as ações de Trump como provocações e prometeu retaliação, declarando o encerramento do acordo de paz que havia sido estabelecido no mês passado.

O cenário de incerteza gerou impactos imediatos nos mercados globais, com os preços do petróleo Brent e WTI registrando altas superiores a 2%. Analistas alertam que a disputa pelo controle da via, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, coloca em risco a estabilidade energética global. Enquanto o Comando Central dos EUA (CENTCOM) nega a eficácia do bloqueio imposto pelo Irã e reafirma seu compromisso com a liberdade de navegação, Teerã adotou o princípio de reciprocidade, ameaçando ignorar compromissos diplomáticos caso a pressão militar não cesse.

A situação permanece em estado de alerta máximo, com mediadores regionais, como Catar e Omã, tentando conter a escalada do conflito. A retórica de Trump, que descreve a medida como uma forma de garantir que os EUA sejam remunerados pela segurança regional, sinaliza uma política externa mais assertiva e transacional. Com o fechamento do estreito sendo contestado por narrativas divergentes, a região vive um momento de alta volatilidade, onde qualquer erro de cálculo militar pode desencadear um conflito armado de proporções continentais.

Fontes primárias

Donald Trump (Truth Social)

Truth Social post — Donald J. Trump, 20/06/2026

Em post de 20/06/2026, Trump declara: "There will be NO TOLLS in the Hormuz Strait for 60 days during the Cease Fire Period, and there will be NO TOLLS after the 60 day period has expired, unless they are imposed by and for the United States of America, should the deal not be completed, for services rendered as the Guardian Angel to the countries of the Middle East for purposes of both past, present, and future reimbursement of costs." É a origem por escrito da posição que a Casa Branca repetiu nas semanas seguintes: os EUA não cobrarão pedágio pela Estreito de Ormuz durante o cessar-fogo de 60 dias, mas passarão a cobrar (e a se colocar como "anjo da guarda"/guardião da rota) caso o acordo final com o Irã não seja fechado. No dia seguinte, em entrevista à Fox News, Trump detalhou a ameaça em discurso direto: alertou que o Irã "não teria mais país" se fechasse o estreito e disse "we may take over the Strait, if we have to", associando esse controle à cobrança de pedágios/uma fatia do petróleo. Essa é a declaração original por trás da manchete de 13/07/2026 sobre os EUA reivindicando controle do estreito após a nova escalada — o presidente reitera essa mesma postura (controle, pedágio, guardião) toda vez que o cessar-fogo se rompe.

NBC News

Meet the Press — transcrição oficial, 12/07/2026 (NBC News)

Na entrevista de 12/07/2026, quando questionado por Kristen Welker sobre o Irã dizer que o Estreito de Ormuz está fechado enquanto o CENTCOM diz que está aberto, Trump respondeu "It's open", acrescentando: "We bombed the hell out of them last night. They're very, very evil and sick people. We had meetings with them. They agreed to a deal yesterday, a perfect deal for us... And then after that, they left the room. And then within an hour, they launched a drone at a ship." Essa é a confirmação presidencial, em transcrição oficial, do colapso do acordo de cessar-fogo e do ataque ao navio que motivou a nova rodada de ataques dos EUA (cerca de 140 alvos) — o gatilho direto da escalada da manchete.

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