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EUA removem minas em Ormuz; Trump diz que negociações com Irã são indiferentes

Donald Trump declarou que os EUA iniciaram a "limpeza" do Estreito de Ormuz e que o resultado das negociações com o Irã é indiferente, enquanto Teerã nega entrada de navios americanos.

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Foto: G1 Mundo
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11/04 às 11:29 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • Donald Trump anunciou que os EUA começaram a "limpeza" do Estreito de Ormuz, após o Irã instalar minas navais.
  • O Comando Central dos EUA (CENTCOM) iniciou uma operação para detectar e remover minas navais no Estreito de Ormuz com os navios USS Frank E. Peterson e USS Michael Murphy.
  • O Irã, através de sua mídia estatal, negou que navios da Marinha dos EUA tenham transitado pelo Estreito de Ormuz.
  • O Irã bloqueou o Estreito de Ormuz, acusando Israel de violar o cessar-fogo e atacar o Líbano.
  • Trump afirmou que navios petroleiros estão a caminho dos EUA para carregar petróleo e gás, ressaltando a capacidade do país como fonte alternativa.
  • A reabertura do Estreito de Ormuz era uma das condições de Trump para o cessar-fogo com o Irã.
  • Trump declarou que o resultado das negociações com o Irã é indiferente, pois os EUA já saíram vitoriosos e estão limpando o Estreito.
  • O preço do petróleo Brent subiu para mais de US$ 119, e a gasolina nos EUA atingiu cerca de US$ 4,15 por galão.

O presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos iniciaram a "limpeza" do Estreito de Ormuz, após o Irã instalar minas navais e interromper o tráfego de petroleiros e navios comerciais. O Irã justificou a instalação das minas como resposta a violações israelenses ao cessar-fogo, após Israel atacar o Líbano. Trump declarou que a limpeza é um favor a países como China, Japão, Coreia do Sul, França e Alemanha, e reiterou que o Irã está "perdendo a guerra" e não tem capacidade de interromper o Estreito de forma eficaz. Em meio a negociações entre representantes americanos e iranianos em Islamabad, Paquistão, Trump afirmou que o resultado dessas conversas é indiferente, pois os EUA já saíram vitoriosos e teriam eliminado a força aérea, marinha e liderança do Irã. Ele também criticou a OTAN por não oferecer apoio aos EUA na situação, e chamou nações aliadas de "fracas" ou "medrosas" por não agirem por conta própria.

Contrariando as declarações americanas, o Irã, através de sua mídia estatal, negou que navios da Marinha dos EUA tenham transitado pelo Estreito de Ormuz. No entanto, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) anunciou uma operação para detectar e remover minas navais na região, atribuídas à Guarda Revolucionária do Irã, com o objetivo de garantir a segurança da via marítima. Os navios USS Frank E. Peterson e USS Michael Murphy estão envolvidos na operação, já atuando no Golfo Árabe, e o almirante Brad Cooper do CENTCOM destacou a importância de criar um corredor navegável seguro para o comércio marítimo. O monitoramento será intensificado com reforços e drones subaquáticos para identificar objetos no leito marinho. Simultaneamente, Trump afirmou que navios petroleiros estão a caminho dos EUA para carregar petróleo e gás, ressaltando a capacidade do país como uma fonte alternativa em meio à atual crise energética.

A reabertura do Estreito de Ormuz era uma das condições de Trump para o cessar-fogo com o Irã, e autoridades dos EUA indicam que o país não conseguia reabri-lo totalmente devido à localização desconhecida de minas navais. O Irã impõe condições para negociações diretas, enquanto o Estreito de Ormuz permanece bloqueado, causando interrupção na oferta global de energia. O bloqueio impulsionou o preço do petróleo bruto Brent para mais de US$ 119. Nos EUA, os preços da gasolina já subiram de menos de US$ 3 para cerca de US$ 4,15 por galão, contribuindo para um aumento anual de 3,3% na inflação ao consumidor em março, o maior desde maio de 2024. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, afirmou que o Estreito de Ormuz está aberto com restrições e alertou sobre minas navais.

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