Os EUA anunciarão o envio da Marinha para escoltar navios no Estreito de Hormuz a partir de segunda-feira, em um desafio direto ao controle iraniano da via, que alertou contra a entrada de forças americanas.

O presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos enviarão a Marinha para escoltar navios retidos no Golfo Pérsico a transitar pelo Estreito de Hormuz a partir de segunda-feira. A iniciativa, batizada de "Project Freedom" e descrita como um "gesto humanitário" para navios com escassez de alimentos, tem como objetivo restaurar o tráfego na via estratégica, que está paralisada desde o início da guerra com o Irã. Trump alertou que qualquer interferência iraniana no processo será enfrentada com firmeza, marcando um desafio direto à tentativa de controle do Irã sobre o estreito. O Comando Central dos EUA fornecerá apoio militar para a operação, incluindo destróieres de mísseis guiados e drones.
Em resposta, o comando das Forças Armadas do Irã declarou que manterá "total controle" sobre a segurança no Estreito de Hormuz e alertou forças estrangeiras, especialmente os EUA, contra tentativas de aproximação sem coordenação prévia. O Irã emitiu um aviso direto à Marinha dos EUA para não entrar no Estreito de Hormuz, após o anúncio de Trump de que os EUA 'guiariam' navios encalhados pela via navegável. Um comandante iraniano acusou os EUA de colocar em risco a segurança do comércio global e prometeu uma resposta "dura e contundente" a ameaças. O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse que está avaliando a resposta dos EUA a uma proposta de 14 pontos para encerrar a guerra, mas negou negociações nucleares.
Os EUA guiarão os navios com segurança para fora das vias navegáveis restritas, e não haverá retorno ao Estreito até que a área seja considerada segura. Países pediram ajuda aos EUA para liberar seus navios e afirmaram que não retornarão ao Estreito de Hormuz até que a área seja segura. Trump justificou a operação como uma forma de libertar pessoas e empresas "vítimas das circunstâncias" do bloqueio. A declaração de Trump sugere uma postura mais ativa dos EUA na segurança marítima da região, após relatos de ataques a duas embarcações na área, que é sob influência do Irã.
Trump também mencionou que discussões "muito positivas" com o Irã sobre o assunto continuam e poderiam levar a um acordo para encerrar a guerra. Enquanto isso, a UKMTO alertou que o nível de ameaça à segurança marítima no Estreito de Hormuz permanece crítico devido a operações militares regionais. O Estreito é uma rota marítima estratégica vital, responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente. Paralelamente, a China ordenou que suas empresas não cumpram as sanções dos EUA contra cinco refinarias domésticas ligadas ao comércio de petróleo iraniano, e líderes da UE estão em reunião após a ameaça de Donald Trump de aumentar as tarifas sobre veículos fabricados na UE para 25%.
Financial Times World • 4 mai, 05:19
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