Após investigação do Banco Master, ministros do STF propõem que o debate sobre um Código de Ética para a Corte ocorra no CNJ, visando abordar temas como o fim de penduricalhos e da aposentadoria compulsória para juízes que cometem irregularidades.
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sugerem que a discussão sobre a criação de um Código de Ética para a Corte seja iniciada no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A proposta surge após a investigação do Banco Master, que envolveu os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, e visa "despersonalizar" o debate, buscando respostas à sociedade e aumentando a confiabilidade nas instituições. O presidente do STF, Edson Fachin, também preside o CNJ, o que poderia facilitar a aceleração de processos contra juízes por irregularidades.
Parte dos ministros defende que o CNJ atue para barrar os chamados "penduricalhos", que elevam salários de tribunais acima do teto constitucional. Além disso, o ministro Flávio Dino propôs a Fachin o fim da aposentadoria compulsória para juízes que cometem irregularidades, um tema que gera grande rejeição social e que já é objeto de um projeto de lei apresentado por Dino no Congresso Nacional. A ideia é que a bandeira da ética seja global para todo o Judiciário, permitindo que o debate do Código de Ética do STF ocorra em momento oportuno e sem a influência direta do caso Banco Master.