O porta-aviões USS Abraham Lincoln e seu grupo de escolta chegaram ao Oriente Médio, reforçando a presença militar dos Estados Unidos na região. Esta mobilização estratégica ocorre em um momento de crescentes tensões com o Irã e em meio à repressão violenta de manifestações em massa no país. Diante do cenário de escalada, o presidente Donald Trump estaria considerando ataques direcionados a forças de segurança e líderes iranianos, com o objetivo de incitar novos protestos e promover uma "mudança de regime", segundo fontes da Reuters. As opções incluem atingir comandantes e instituições iranianas responsáveis pela violência para encorajar manifestantes, ou um ataque mais amplo contra mísseis balísticos ou programas de enriquecimento nuclear do Irã.
Analistas têm explorado sete possíveis cenários e suas consequências caso os Estados Unidos decidam atacar o Irã, variando de ataques pontuais a bases militares e instalações nucleares iranianas, até o colapso do regime. A ameaça de um ataque 'enxame' da Marinha da Guarda Revolucionária contra navios de guerra dos EUA também é considerada. No entanto, autoridades árabes e diplomatas ocidentais expressam preocupação de que ataques americanos possam, paradoxalmente, enfraquecer o movimento de protesto iraniano, que começou devido ao custo de vida e evoluiu para um movimento mais amplo contra o regime teocrático. O Irã, por sua vez, advertiu contra qualquer intervenção estrangeira, reafirmando sua confiança nas próprias capacidades de defesa, enquanto Trump pressiona por um acordo de desnuclearização.
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