Os EUA intensificam a presença militar no Oriente Médio, cercando o Irã e avaliando ataques limitados a líderes, enquanto Teerã prepara contraproposta nuclear sob ultimato de Trump, que admite ofensiva cirúrgica.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que está avaliando a possibilidade de um ataque militar limitado ao Irã nos próximos dias, com o objetivo de forçar um acordo sobre seu programa nuclear. A declaração foi feita a repórteres na Casa Branca em 20 de fevereiro, onde Trump reiterou que o propósito é pressionar Teerã a negociar. Ele também deu um ultimato de 10 a 15 dias para que o Irã chegue a um "acordo significativo", alertando que "coisas muito ruins" acontecerão caso não haja negociação. Em uma nova declaração, Trump afirmou que sua ameaça de bombardeio fez o regime iraniano desistir de enforcar 873 manifestantes, reforçando a percepção de que a pressão militar está sendo utilizada como ferramenta de negociação e influência. Segundo o The Wall Street Journal, essa operação de menor escala visa evitar uma ofensiva ampla e reduzir o risco de retaliação iraniana, focando em alvos militares ou governamentais para acelerar as negociações e potencialmente impor um tratado mais favorável aos EUA. Trump prefere ataques cirúrgicos, citando a operação que capturou Nicolás Maduro como exemplo, mas a falta de um objetivo claro pode levar o Irã a considerar a ofensiva uma ameaça existencial.
Em resposta à pressão, o ministro das Relações Exteriores do Irã anunciou que uma contraproposta nuclear estará pronta nos próximos dias, após negociações com os EUA. O ministro iraniano Abbas Araqchi e enviados dos EUA chegaram a um entendimento sobre "princípios orientadores", embora um acordo não seja iminente. Essa movimentação ocorre em meio a um cenário de escalada, onde Trump diferenciou o povo iraniano da liderança e alegou que suas ameaças impediram enforcamentos em massa, citando números não verificados de mortes em protestos. O grupo HRANA, por sua vez, registrou 7.114 mortes confirmadas e outras 11.700 em análise relacionadas a direitos humanos no Irã, destacando a repressão interna. Os EUA e o Irã concluíram uma segunda rodada de diálogo na Suíça sem avanços aparentes, e Trump exige que o Irã desmantele seu programa nuclear e cesse apoio a grupos aliados na região.
Autoridades americanas revelaram que o planejamento militar dos EUA contra o Irã está avançado, incluindo a possibilidade de atacar líderes específicos e buscar uma mudança de regime, caso seja ordenado pelo presidente. Essa informação foi confirmada por duas autoridades norte-americanas à Reuters, indicando preparativos para um possível conflito. Os planos detalhados surgem após Trump mencionar publicamente a possibilidade de mudança de regime na República Islâmica, o que representaria uma alteração em seu discurso de campanha, que criticou intervenções militares anteriores. Uma fonte citou o sucesso da ofensiva de Israel contra líderes iranianos no ano passado como exemplo de abordagem eficaz, sugerindo que tal operação exigiria inteligência precisa para atingir alvos específicos e evitar danos colaterais. Em 2019, o governo Trump classificou a Guarda Revolucionária como organização terrorista e, em 2020, autorizou o ataque que matou o general Qassem Soleimani, demonstrando a disposição de atingir alvos de alto valor. O Irã, por sua vez, alertou a ONU que bases e instalações americanas seriam alvos legítimos em caso de ataque.
As Forças Armadas dos EUA estão se preparando para uma operação sustentada de várias semanas, que pode incluir ataques a instalações de segurança e infraestrutura nuclear. Essa consideração ocorre em meio à maior mobilização de poder aéreo dos EUA no Oriente Médio desde a Guerra do Iraque em 2003. O reforço inclui a presença dos porta-aviões USS Abraham Lincoln e USS Gerald Ford, este último deslocado para o Mediterrâneo, além de caças F-22 e F-35, com militares americanos indicando que o poder de fogo visa uma guerra aérea sustentada contra o Irã. Além disso, os Estados Unidos intensificaram sua presença militar na região, mantendo ao menos 10 bases em países vizinhos ao Irã e tropas em outras nove, cercando militarmente o país e aumentando o temor de um possível ataque. Israel, por sua vez, está em alerta máximo e intensificou os preparativos para uma possível guerra, com o exército israelense entrando em "alerta defensivo" devido ao aumento da tensão na região, enquanto a tensão entre EUA e Irã continua a escalar devido às negociações sobre o programa nuclear iraniano, com os EUA exigindo que o Irã limite ou encerre seu programa de enriquecimento de urânio, e o Irã buscando o fim das sanções em troca de redução do enriquecimento.
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