Donald Trump anunciou a suspensão de ataques ao Irã por duas semanas, condicionado à reabertura "completa, imediata e segura" do Estreito de Ormuz. A decisão veio após conversas com o Primeiro-Ministro Shehbaz Sharif e o Marechal de Campo Asim Munir, do Paquistão, que atuaram como mediadores e apresentaram uma proposta de cessar-fogo. O Irã, por meio de seu chanceler Abbas Araqchi, indicou concordância com a proposta de cessar-fogo bilateral e a coordenação para a passagem segura pelo Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o comércio global de petróleo que estava praticamente fechada desde bombardeios dos EUA e Israel ao território iraniano em 28 de fevereiro. Trump descreveu o acordo como um "cessar-fogo de mão dupla" e uma base viável para negociações, afirmando que todos os objetivos militares dos EUA no Irã já foram cumpridos e que as negociações para um acordo de paz estão avançadas.
Anteriormente, o Irã havia cortado as comunicações diretas com os Estados Unidos na manhã de segunda-feira (6), conforme divulgado pelo The Wall Street Journal. A decisão iraniana foi uma resposta direta às ameaças do presidente Donald Trump de destruir "toda a civilização" iraniana, o que aumentou o risco de uma escalada militar com efeitos globais. Apesar do corte nas comunicações diretas, as negociações por um cessar-fogo prosseguiam por meio de mediadores, embora a medida tenha dificultado os esforços para fechar um acordo até o prazo estabelecido por Washington. Trump havia ameaçado "eliminar uma civilização inteira" caso o Irã não reabrisse o Estreito de Ormuz, e convenções internacionais proíbem ataques contra infraestruturas civis e ações que causem danos a civis, exigindo proporcionalidade em ações militares.
Em meio à escalada, o Irã lançou ofensivas militares contra alvos no Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos em 7 de abril de 2026, horas antes do ultimato de Donald Trump para a reabertura do Estreito de Ormuz e negociação com os EUA. Explosões foram ouvidas em Doha, capital do Catar, que interceptou um ataque de mísseis, enquanto o Ministério do Interior do Bahrein e os Emirados Árabes Unidos acionaram sirenes de alerta. Instalações americanas em Bagdá, Iraque, também foram atingidas, com chamas visíveis.
Simultaneamente, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã anunciou ter atacado complexos petroquímicos em Jubail e Juaymah, na Arábia Saudita, utilizando mísseis de médio alcance e drones suicidas, em retaliação a supostos ataques israelenses contra usinas petroquímicas iranianas. Em resposta, o Ministério da Defesa da Arábia Saudita informou ter interceptado sete mísseis balísticos. Os EUA bombardearam novamente a Ilha de Kharg, responsável por 90% do petróleo exportado pelo Irã, atingindo alvos militares, com o vice-presidente J.D. Vance confirmando o ataque e indicando a possibilidade de novos bombardeios.
O Irã, através de seu representante na ONU, Amir-Saeid Iravani, acusou Donald Trump de incitar crimes de guerra e genocídio, em resposta às ameaças do presidente dos EUA. Iravani afirmou que o Irã exercerá seu direito de autodefesa e tomará medidas recíprocas, pedindo à comunidade internacional que condene as falas de Trump. Teerã reitera que não reabrirá o Estreito de Ormuz com base em "promessas vazias" e acusa os EUA de quererem a rendição em vez de negociação, estabelecendo precondições para iniciar conversas sobre uma paz duradoura, incluindo a interrupção imediata dos ataques, garantias de não repetição e compensação pelos danos causados.
Agência Brasil - EBC • 7 abr, 20:15
G1 Mundo • 7 abr, 19:56
Poder360 • 7 abr, 18:52
19 abr, 11:02
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