A Guarda Revolucionária foi estabelecida após a Revolução Islâmica de 1979 para proteger o sistema islâmico do Irã e prevenir golpes de estado ou intervenções externas. Ao longo de sua história, a GRI expandiu suas funções para além da defesa militar, envolvendo-se em atividades econômicas, políticas e culturais dentro do Irã. A organização tem sido alvo de críticas e pedidos de sanções por parte de países ocidentais e seus aliados, que a acusam de desestabilizar a região e apoiar grupos terroristas. Em janeiro de 2026, Israel solicitou à União Europeia que classificasse a Guarda Revolucionária do Irã como uma organização terrorista, em um contexto de protestos antigovernamentais no Irã e preocupações com uma possível intervenção dos EUA. Durante os protestos iniciados no final de 2025 e que se intensificaram em janeiro de 2026, a GRI afirmou que a segurança nacional é inegociável, desempenhando um papel central na repressão aos manifestantes, que resultou em centenas de mortes. O governo iraniano, incluindo o presidente Masoud Pezeshkian e o líder supremo Ali Khamenei, acusou os Estados Unidos e Israel de incitar o caos e ameaçou retaliação contra eles caso o Irã seja atacado. A crise atual ocorre em um momento de fragilidade para o Irã, após uma guerra com Israel e o restabelecimento de sanções da ONU ligadas ao programa nuclear do país em setembro de 2025. A Guarda Revolucionária, através de declarações de seus oficiais, tem enfatizado sua "prontidão de batalha" e o crescimento de seu arsenal de mísseis, sinalizando uma postura defensiva e de dissuasão.