Visão geral
A Guarda Revolucionária do Irã (GRI), também conhecida como Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, é uma força militar do Irã. A GRI desempenha um papel significativo na estrutura de poder iraniana, e sua classificação como organização terrorista tem sido objeto de discussões internacionais. Israel solicitou à União Europeia tal designação, que foi formalizada em fevereiro de 2026. Em resposta, o Irã declarou as forças navais e aéreas de países-membros da UE como organizações terroristas. Em meio a protestos generalizados no Irã em janeiro de 2026, a GRI reiterou que proteger a segurança nacional é um ponto inegociável, atuando na repressão aos manifestantes. A organização também declarou estar no "auge de sua prontidão" e apontou para um aumento em seu estoque de mísseis, refletindo sua postura de defesa e capacidade militar. Em março de 2026, Ahmad Vahid foi nomeado o novo chefe da GRI, sucedendo Mohammad Pakpour, que foi assassinado em um ataque coordenado entre EUA e Israel. Vahid é procurado pela Interpol por seu suposto envolvimento no atentado à AMIA em 1994, na Argentina. Em abril de 2026, a Anistia Internacional alertou que o recrutamento de crianças de até 12 anos para a força voluntária Basij da Guarda Revolucionária constitui um crime de guerra, com relatos de crianças-soldado armadas atuando em postos de controle e patrulhas.
Contexto histórico e desenvolvimento
A Guarda Revolucionária foi estabelecida após a Revolução Islâmica de 1979 para proteger o sistema islâmico do Irã e prevenir golpes de estado ou intervenções externas. Ao longo de sua história, a GRI expandiu suas funções para além da defesa militar, envolvendo-se em atividades econômicas, políticas e culturais dentro do Irã. A organização tem sido alvo de críticas e pedidos de sanções por parte de países ocidentais e seus aliados, que a acusam de desestabilizar a região e apoiar grupos terroristas. Em janeiro de 2026, Israel solicitou à União Europeia que classificasse a Guarda Revolucionária do Irã como uma organização terrorista, em um contexto de protestos antigovernamentais no Irã e preocupações com uma possível intervenção dos EUA. Durante os protestos iniciados no final de 2025 e que se intensificaram em janeiro de 2026, a GRI afirmou que a segurança nacional é inegociável, desempenhando um papel central na repressão aos manifestantes, que resultou em centenas de mortes. O governo iraniano, incluindo o presidente Masoud Pezeshkian e o líder supremo Ali Khamenei, acusou os Estados Unidos e Israel de incitar o caos e ameaçou retaliação contra eles caso o Irã seja atacado. A crise atual ocorre em um momento de fragilidade para o Irã, após uma guerra com Israel e o restabelecimento de sanções da ONU ligadas ao programa nuclear do país em setembro de 2025. A Guarda Revolucionária, através de declarações de seus oficiais, tem enfatizado sua "prontidão de batalha" e o crescimento de seu arsenal de mísseis, sinalizando uma postura defensiva e de dissuasão. Em fevereiro de 2026, a União Europeia formalmente adicionou o IRGC à sua lista de organizações terroristas, impondo medidas restritivas como o congelamento de fundos e outros ativos financeiros e econômicos. Em resposta, o Ministério de Relações Exteriores do Irã classificou as forças navais e aéreas de países-membros da UE como organizações terroristas, argumentando que a ação da UE é ilegal e contrária aos princípios da Carta das Nações Unidas, uma vez que o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica é uma parte oficial e integrante das forças armadas do Irã. Em março de 2026, Mohammad Pakpour, que comandava a GRI desde junho de 2025, foi assassinado em um ataque coordenado entre EUA e Israel, juntamente com o líder supremo Ali Khamenei e outros 40 integrantes da cúpula do regime. Ahmad Vahid, procurado pela Interpol pelo atentado à AMIA em 1994, foi nomeado para sucedê-lo, sinalizando a continuidade da linha-dura do regime teocrático. Em abril de 2026, a Anistia Internacional denunciou o recrutamento de crianças de até 12 anos para a força voluntária Basij da Guarda Revolucionária, classificando a prática como crime de guerra. O programa, conhecido como "Combatentes Defensores da Pátria do Irã", tem mobilizado crianças-soldado, algumas armadas com fuzis Kalashnikov, para postos de controle e patrulhas, expondo-as a riscos em meio aos ataques de EUA e Israel. O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Qalibaf, afirmou que 7 milhões de iranianos estariam prontos para lutar contra uma invasão terrestre dos EUA, declaração feita uma semana após o início da campanha de recrutamento de crianças e adolescentes pela Guarda Revolucionária.
Linha do tempo
- 1979: Fundação da Guarda Revolucionária do Irã após a Revolução Islâmica.
- 1994 (18 de julho): Atentado contra o centro comunitário judaico AMIA em Buenos Aires, que matou 85 pessoas e feriu outras 300. Ahmad Vahid, então comandante da Força Quds, é apontado como um dos planejadores e é procurado pela Interpol.
- 2024: A Justiça argentina conclui que o atentado à AMIA foi patrocinado pelo regime iraniano.
- 2025 (junho): Mohammad Pakpour assume o comando da Guarda Revolucionária do Irã.
- 2025 (setembro): A Organização das Nações Unidas (ONU) restabelece sanções ligadas ao programa nuclear do Irã.
- 2025 (final do ano): Início de protestos generalizados contra o governo do aiatolá Ali Khamenei no Irã.
- 2026 (janeiro): Israel solicita à União Europeia a classificação da Guarda Revolucionária do Irã como organização terrorista.
- 2026 (10 de janeiro): O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, discute com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, a possibilidade de uma intervenção no Irã.
- 2026 (11 de janeiro): O número de mortos nos protestos no Irã sobe para 192, segundo a ONG Iran Human Rights. O chefe da polícia do Irã, Ahmad-Reza Radan, afirma que o nível de confronto contra os manifestantes se intensificou. A Guarda Revolucionária do Irã declara que proteger a segurança nacional é inegociável. O governo iraniano ameaça retaliar contra Israel e bases militares dos EUA no Oriente Médio em caso de ataque. O presidente dos EUA, Donald Trump, renova ameaças e considera opções militares ou de apoio aos manifestantes. O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, afirma que instalações norte-americanas seriam consideradas "alvos legítimos". O conselheiro do aiatolá e chefe da principal agência de segurança do Irã, Ali Larijani, afirma que o país está "em plena guerra".
- 2026 (14 de janeiro): Majid Mousavi, da Guarda Revolucionária, declara que a organização está no "auge de sua prontidão" e aponta para um aumento em seu estoque de mísseis.
- 2026 (19 de fevereiro): A União Europeia formalmente designa o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) como uma organização terrorista, impondo medidas restritivas como o congelamento de fundos e ativos financeiros.
- 2026 (21 de fevereiro): Em retaliação, o Ministério de Relações Exteriores do Irã declara as forças navais e aéreas de países-membros da União Europeia como organizações terroristas.
- 2026 (março): Mohammad Pakpour, chefe da GRI, e o líder supremo Ali Khamenei, são assassinados em um ataque coordenado entre EUA e Israel, que também mata outros 40 integrantes da cúpula do regime.
- 2026 (1º de março): Ahmad Vahid é nomeado novo chefe da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã.
- 2026 (final de março): Início da campanha de recrutamento de crianças e adolescentes pela Guarda Revolucionária.
- 2026 (2 de abril): O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Qalibaf, afirma que 7 milhões de iranianos estão prontos para lutar contra uma invasão terrestre dos EUA.
- 2026 (3 de abril): A Anistia Internacional alerta que o recrutamento de crianças de até 12 anos para a força voluntária Basij da Guarda Revolucionária constitui um crime de guerra.
Principais atores
- Guarda Revolucionária do Irã (GRI): Força militar e política do Irã, atuante na repressão de protestos e na defesa da segurança nacional, que declarou estar em "auge de prontidão" e com estoque de mísseis aumentado. Foi designada como organização terrorista pela UE em fevereiro de 2026. Seu novo chefe, Ahmad Vahid, é procurado pela Interpol. Em abril de 2026, iniciou o programa "Combatentes Defensores da Pátria do Irã", recrutando crianças para a força Basij, o que foi classificado como crime de guerra pela Anistia Internacional.
- Ahmad Vahid: Nomeado chefe da Guarda Revolucionária Islâmica em 1º de março de 2026. É procurado pela Interpol como suspeito pelo atentado de 1994 contra o centro comunitário judaico AMIA, em Buenos Aires, quando comandava a Força Quds. Ocupou cargos estratégicos como ministro da Defesa (2009-2013) e ministro do Interior (2021-2024), e liderou a repressão a protestos no Irã.
- Mohammad Pakpour: Ex-chefe da Guarda Revolucionária do Irã, assassinado em março de 2026 em um ataque coordenado entre EUA e Israel.
- Israel: País que solicitou a classificação da GRI como organização terrorista e alvo de ameaças de retaliação iraniana. Coordenou ataques com os EUA que resultaram na morte de líderes iranianos.
- União Europeia (UE): Bloco de países europeus que designou a GRI como organização terrorista e cujas forças navais e aéreas foram, em retaliação, classificadas como terroristas pelo Irã.
- Estados Unidos (EUA): País com preocupações sobre a situação no Irã, acusado pelo governo iraniano de incitar protestos e alvo de ameaças de retaliação. Coordenou ataques com Israel que resultaram na morte de líderes iranianos.
- Masoud Pezeshkian: Presidente do Irã, que pediu diálogo e acusou EUA e Israel de 'semear caos'.
- Ahmad-Reza Radan: Chefe da polícia do Irã, que afirmou a intensificação do confronto com manifestantes.
- Ali Khamenei: Líder Supremo do Irã, que chamou os manifestantes de 'vândalos' e 'sabotadores' e afirmou que o governo não recuará. Foi assassinado em março de 2026 em um ataque coordenado entre EUA e Israel.
- Donald Trump: Presidente dos EUA, que ameaçou intervir na crise e considerou opções militares ou de apoio aos manifestantes.
- Marco Rubio: Secretário de Estado dos EUA, que discutiu com o premiê israelense a possibilidade de intervenção no Irã.
- Benjamin Netanyahu: Premiê israelense, que discutiu com o secretário de Estado dos EUA a possibilidade de intervenção no Irã.
- Mohammad Bagher Qalibaf: Presidente do parlamento iraniano, que afirmou que bases militares dos EUA seriam "alvos legítimos" em caso de ataque e, em abril de 2026, declarou que 7 milhões de iranianos estariam prontos para lutar contra uma invasão terrestre dos EUA.
- Ali Larijani: Conselheiro do aiatolá e chefe da principal agência de segurança do Irã, que afirmou que o país está 'em plena guerra'.
- Majid Mousavi: Membro da Guarda Revolucionária do Irã, que declarou a "prontidão de batalha" da organização e o aumento de seu estoque de mísseis.
- Iran Human Rights: ONG com sede na Noruega que monitora o número de mortos nos protestos.
- Anistia Internacional: ONG que, em abril de 2026, alertou que o recrutamento de crianças de até 12 anos pela Guarda Revolucionária do Irã é um crime de guerra.
Termos importantes
- Revolução Islâmica: Evento de 1979 que transformou o Irã em uma república islâmica.
- Organização terrorista: Designação atribuída a grupos que utilizam a violência para atingir objetivos políticos, ideológicos ou religiosos, frequentemente com impacto legal e financeiro internacional. A GRI foi designada como tal pela UE em fevereiro de 2026, levando o Irã a retaliar com designações semelhantes.
- Protestos de 2025-2026 no Irã: Onda de manifestações antigovernamentais que se espalhou pelo país, resultando em confrontos e mortes, com o governo acusando potências estrangeiras de incitação.
- Atentado à AMIA (1994): Ataque terrorista contra o centro comunitário judaico em Buenos Aires, Argentina, que resultou em 85 mortes. A Justiça argentina concluiu em 2024 que o regime iraniano patrocinou o atentado, e Ahmad Vahid é procurado pela Interpol por seu suposto envolvimento.
- Crime de Guerra: Violações graves das leis da guerra, como o recrutamento de crianças-soldado, prática denunciada pela Anistia Internacional em abril de 2026 em relação à Guarda Revolucionária do Irã.
- Combatentes Defensores da Pátria do Irã: Nome do novo programa de recrutamento de crianças e adolescentes da Guarda Revolucionária do Irã, iniciado em março de 2026.
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