Os EUA aumentaram sua presença militar no Oriente Médio, enquanto o Irã rejeita propostas de cessar-fogo, intensifica controle sobre o Estreito de Ormuz e ataca refinaria em Israel, elevando os preços do petróleo.

O conflito no Oriente Médio completa 31 dias com agressões mútuas entre Israel e Irã. O Irã classificou as propostas dos Estados Unidos para um cessar-fogo como 'irrealistas, ilógicas e excessivas', enquanto o porta-voz iraniano, Esmail Baghaei, confirmou o recebimento de mensagens de Washington para negociar, mas reiterou a posição de defesa do Irã. Em meio a essas declarações, o Irã intensificou os disparos de mísseis contra Israel, que respondeu com ataques aéreos contra infraestrutura militar em Teerã e Beirute. Os houthis do Iêmen e o Hezbollah do Líbano também se juntaram aos ataques, lançando mísseis e foguetes contra Israel. Um avião de vigilância E-3 Sentry da Força Aérea dos EUA foi destruído em um ataque iraniano à Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, ferindo militares americanos.
Em 30 de março de 2026, uma refinaria de petróleo em Haifa, Israel, foi atingida por um bombardeio iraniano, causando um incêndio de grandes proporções e ferindo duas pessoas, uma delas gravemente, segundo o serviço de emergências Magen David Adom. O ataque atingiu um prédio industrial e um caminhão-tanque na refinaria Bazan. Não há confirmação se o míssil foi disparado diretamente do Irã ou pelo Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, mas o Exército israelense identificou mísseis disparados do território iraniano e trabalhou na interceptação. O ministro da Energia israelense, Eli Cohen, afirmou que as instalações de produção não sofreram danos e o fornecimento de combustível não será afetado.
Israel anunciou ataques contra a Universidade Imam Hossein no Irã, principal instituição acadêmica militar da Guarda Revolucionária, alegando que a instituição desenvolvia armamentos avançados. Os alvos destruídos incluíram túneis de vento para mísseis balísticos, um centro de química para armas químicas e um centro de tecnologia e engenharia. A escalada militar no Oriente Médio levou a um aumento significativo nos preços do petróleo, com os contratos futuros do Brent se aproximando de US$115 o barril, e o petróleo dos EUA ultrapassando US$100.
O presidente dos EUA, Donald Trump, alertou o Irã para abrir o Estreito de Ormuz ou enfrentar ataques à sua infraestrutura de energia. Trump considerou invadir a ilha de Kharg, um terminal de petróleo crucial para a economia iraniana, e mencionou a possibilidade de os EUA tomarem a ilha, afirmando que os EUA poderiam 'pegar o petróleo no Irã'. A ilha de Kharg é estratégica por ser o ponto de passagem de 90% do petróleo bruto exportado pelo Irã e por sua capacidade de armazenamento de 18 milhões de barris. Após um mês de conflito, o Irã consolidou um controle mais rígido sobre o Estreito de Ormuz, impactando significativamente o tráfego marítimo. Atualmente, apenas seis embarcações por dia atravessam o estreito, em contraste com as 135 em tempos normais, com 80% dos petroleiros sendo iranianos ou de países aliados. Interferências eletrônicas e a exigência de rotas e conversas aprovadas pelo Irã demonstram o novo nível de controle, e o Irã planeja introduzir um pedágio para a passagem de navios. Este controle quase total de Ormuz tem sido uma arma assimétrica eficaz, impactando os mercados globais de energia e gerando dor financeira para Washington.
Paralelamente, a presença militar dos EUA no Oriente Médio ultrapassou 50 mil soldados, 10 mil a mais que o habitual, após a chegada de 5 mil fuzileiros navais e marinheiros. O Pentágono se prepara para possíveis operações terrestres no Irã, embora o presidente Donald Trump ainda não tenha autorizado o plano. Trump avalia uma operação militar terrestre para extrair cerca de mil libras de urânio do Irã, visando impedir a fabricação de armas nucleares, apesar dos riscos envolvidos. A missão seria complexa e arriscada, envolvendo incursão terrestre de tropas americanas por dias. O presidente encorajou conselheiros a pressionarem o Irã a entregar o material como condição para encerrar a guerra. O Irã possuía mais de 400 quilos de urânio altamente enriquecido a 60% e quase 200 quilos de material físsil a 20% antes de ataques aéreos em junho do ano passado. Em um desdobramento diplomático, o Irã declarou que seu embaixador no Líbano, Mohammad Reza Shibani, permanecerá em Beirute, desafiando a ordem do Ministério das Relações Exteriores libanês que o havia declarado persona non grata e solicitado sua saída até 29 de março. A decisão libanesa gerou tensão com o Hezbollah, aliado do Irã, e o porta-voz iraniano, Esmail Baghaei, confirmou que o embaixador continuará seu trabalho. Ministros de países da região, como Paquistão, Arábia Saudita, Turquia e Egito, se reuniram em Islamabad para discutir formas de encerrar o conflito e reabrir o Estreito de Ormuz. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o Pentágono faz preparativos para dar opções ao presidente, sem que uma decisão tenha sido tomada.
InfoMoney • 30 mar, 10:36
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