Os Estados Unidos possuem uma longa tradição de liberdade de imprensa, garantida pela Primeira Emenda da Constituição. No entanto, a relação entre políticos e a mídia tem sido historicamente complexa, com acusações de viés e parcialidade sendo comuns. Recentemente, a polarização política tem intensificado essas tensões, com figuras políticas, como o presidente Donald Trump, criticando abertamente veículos de comunicação e ameaçando ações regulatórias. No âmbito internacional, Trump também tem se envolvido em esforços diplomáticos, como as negociações de garantias de segurança para a Ucrânia, demonstrando a amplitude de sua influência política. A política externa dos EUA também abrange a relação com países da América Latina, como a Venezuela, onde sanções econômicas têm sido aplicadas e, mais recentemente, avaliadas para possível retirada. A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, esteve na mira dos EUA como "alvo prioritário" desde 2022, o que gera um contraste com a postura atual do presidente Donald Trump, que a tem elogiado como interlocutora preferencial de Washington, sugerindo uma possível dualidade ou mudança na política externa em relação ao país. Ações do governo Trump em relação à Venezuela, incluindo a captura de Maduro, são justificadas como operações judiciais. Contudo, esforços legislativos no Senado tentaram limitar a capacidade do presidente de tomar medidas militares sem a aprovação do Congresso, refletindo a tensão entre os poderes executivo e legislativo em questões de política externa e uso da força. Além disso, a política externa dos EUA tem se voltado para o Oriente Médio, com propostas para uma nova fase em Gaza, apresentadas por enviados de Trump, que incluem a desmilitarização da região e a formação de uma administração palestina temporária. No Indo-Pacífico, a Estratégia de Defesa Nacional do Pentágono, divulgada em janeiro de 2026, delineia uma mudança na postura de força dos EUA, prevendo um papel "mais limitado" na dissuasão da Coreia do Norte, com a Coreia do Sul assumindo a responsabilidade principal. Essa mudança visa permitir maior flexibilidade para as tropas americanas operarem fora da Península Coreana, em resposta a ameaças mais amplas, como na defesa de Taiwan e na contenção da crescente influência militar da China. Internamente, a avaliação do primeiro ano do novo governo Trump tem sido majoritariamente negativa, com a economia e o custo de vida sendo os principais pontos de crítica por parte da população, o que se torna um tema central às vésperas das eleições de meio de mandato. Recentemente, a política comercial dos EUA sob a administração Trump tem mostrado uma postura agressiva, com o presidente ameaçando impor tarifas de 100% ao Canadá caso o país avance em um acordo para reduzir tarifas sobre veículos elétricos chineses em troca de menores impostos de importação sobre produtos agrícolas canadenses, demonstrando a prioridade em proteger os interesses comerciais americanos e evitar que a China utilize outros países como porta de entrada para seus produtos.
A Estratégia de Defesa Nacional do Pentágono, divulgada em 24 de janeiro de 2026, delineia uma mudança significativa na postura de força dos EUA na região do Indo-Pacífico. O documento prevê um papel "mais limitado" dos Estados Unidos na dissuasão da Coreia do Norte, com a Coreia do Sul assumindo a responsabilidade principal. Atualmente, a Coreia do Sul hospeda cerca de 28.500 soldados norte-americanos e aumentou seu orçamento de defesa em 7,5% para este ano, demonstrando sua crescente capacidade. Essa mudança visa atualizar a postura de força dos EUA na Península Coreana, permitindo maior flexibilidade para as tropas americanas operarem fora da região em resposta a uma gama mais ampla de ameaças, como na defesa de Taiwan e na contenção do crescente alcance militar da China. Embora a Coreia do Sul tenha resistido à ideia de mudar o papel das tropas dos EUA, o Ministério da Defesa sul-coreano reconhece a importância da presença militar dos EUA como o "núcleo" da aliança. A Coreia do Norte, por sua vez, critica rotineiramente a presença militar dos EUA e os exercícios conjuntos. A estratégia também enfatiza a garantia de que a China não domine os Estados Unidos ou seus aliados na região, buscando uma "paz decente" que a China possa aceitar, sem mencionar Taiwan pelo nome, mas reconhecendo a sensibilidade do tema nas relações sino-americanas.