A saúde de Jair Bolsonaro tem sido foco de atenção pública desde o atentado de 2018, resultando em diversas cirurgias e procedimentos para tratar sequelas e outras condições. Atualmente detido na Papudinha, sua defesa alega que problemas médicos o impossibilitam de cumprir pena em regime fechado, gerando discussões legais sobre seu estado. Recentemente, em março de 2026, Bolsonaro foi internado na UTI com broncopneumonia, após passar mal na cela, e seu quadro de saúde continua sendo monitorado de perto, com 144 atendimentos médicos registrados na prisão até o momento.
A saúde de Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, tem sido objeto de atenção pública, especialmente após o atentado a faca sofrido em 2018. Desde então, ele passou por diversas cirurgias e procedimentos médicos relacionados às sequelas desse evento, além de outras condições de saúde, como hérnias e soluços persistentes. Recentemente, sua condição de saúde tem sido um fator em discussões legais, com a defesa alegando que problemas médicos o impossibilitariam de cumprir pena em regime fechado. As discussões sobre sua saúde também se estendem a preparativos para uma eventual prisão, incluindo a indicação de assistência religiosa e a autorização para instalação de itens de segurança em sua cama. A transferência para a Papudinha, com novas condições de detenção, também faz parte do cenário atual, sendo um espaço maior e com mais comodidades, como cozinha própria e equipamentos de fisioterapia. Mais recentemente, em fevereiro de 2026, foi reportado que Bolsonaro passou mal na cela e está sendo monitorado. Em março de 2026, Bolsonaro foi internado na UTI do Hospital DF Star, em Brasília, com broncopneumonia, apresentando inchaço devido aos antibióticos e um estado psicológico irritado. Até o início de março de 2026, ele já havia recebido 144 atendimentos médicos na prisão.
Jair Bolsonaro foi vítima de um atentado a faca durante um comício em Juiz de Fora (MG), em setembro de 2018, enquanto era candidato à presidência. O ataque resultou em graves lesões abdominais, exigindo cirurgias de emergência e um longo período de recuperação. As intervenções cirúrgicas subsequentes foram, em grande parte, para tratar complicações decorrentes desse incidente, como aderências e hérnias. Sua saúde tem sido um tema recorrente na mídia e no debate público, ganhando nova relevância em dezembro de 2025, quando sua defesa utilizou o argumento de saúde debilitada para solicitar prisão domiciliar, após a recusa de um pedido pelo ministro Alexandre de Moraes. A alegação é que seu estado de saúde o impossibilitaria de cumprir uma pena de 27 anos e três meses em regime fechado, tornando-o impróprio para um presídio comum. Além das cirurgias para hérnia, Bolsonaro tem enfrentado crises de soluços persistentes. A equipe médica tentou inicialmente otimizar o tratamento com medicamentos, mas, diante da falta de resposta e do impacto debilitante dos soluços, que o impediam de dormir, optou-se por um procedimento de bloqueio do nervo frênico. Este procedimento foi realizado em etapas, primeiramente no lado direito do diafragma, com previsão de uma segunda intervenção no lado esquerdo. Caso o bloqueio do nervo frênico não seja suficiente, outras alternativas, como a aplicação de botox no nervo ou crioablação, estão sendo consideradas, embora sejam consideradas "off label". Em meio a essas discussões sobre sua saúde e possíveis cenários legais, Bolsonaro também indicou o bispo Robson Rodovalho para atuar na assistência prisional, e o ministro Alexandre de Moraes autorizou a instalação de uma grade de proteção e barra de apoio na cama do ex-presidente, em um despacho que também determinou sua transferência da Polícia Federal para a Papudinha. A transferência foi efetivada em 15 de janeiro de 2026, com Bolsonaro passando a cumprir pena no 19º BPM, em uma sala de 64,83 m², com mais refeições e ampliação do horário de visitas. A decisão de Moraes sobre a transferência para a Papudinha, ocorrida em 15 de janeiro de 2026, detalhou uma série de direitos e condições para o ex-presidente. Sua nova acomodação é uma sala de Estado Maior de 64,83 metros quadrados, dividida em quarto, sala, cozinha, lavanderia e uma área externa privativa. Foram garantidos direitos médicos abrangentes, incluindo assistência integral de médicos particulares 24 horas por dia, sem necessidade de comunicação prévia, e deslocamento imediato para hospitais em casos de urgência. Sessões de fisioterapia, com horários e dias da semana indicados pelos médicos, e entrega de alimentação especial diária também foram autorizadas. O sistema penitenciário também deve oferecer atendimento médico em tempo integral, em regime de plantão. Além disso, a decisão prevê visitação semanal permanente da esposa e filhos, assistência religiosa do bispo Rodovalho e do pastor Thiago Manzoni, autorização para leitura, grades de proteção e barras de apoio na cama, e a instalação de aparelhos de fisioterapia, como esteira e bicicleta. Um pedido de acesso a uma smart TV foi rejeitado. A mudança para a Papudinha foi solicitada pela defesa e aceita pelo STF para garantir a saúde do ex-presidente, abordando preocupações com a alimentação, a necessidade de fisioterapia noturna e o banho de sol. A nova estrutura permite o preparo e armazenamento de alimentos no próprio local, mitigando a "desconfiança" da família sobre a comida, além de garantir cinco refeições diárias. A instalação de uma barra de proteção lateral na cama visa evitar quedas, após um episódio em que Bolsonaro caiu da cama na custódia da PF. A realização de fisioterapia noturna para estabilização do sono, antes inviável na PF, agora é permitida. Bolsonaro terá direito a banho de sol com horário livre e privacidade total, e um regime de visitas ampliado para três horários diferentes, dois dias por semana. No entanto, a permanência no batalhão é provisória e depende de uma nova avaliação por uma junta médica oficial em até 10 dias, para confirmar se a estrutura é suficiente ou se será necessária a transferência para um Hospital Penitenciário. Em 16 de fevereiro de 2026, Carlos Bolsonaro informou que o pai passou mal na cela da Papudinha e estava sendo monitorado. Em 14 de março de 2026, Bolsonaro teve uma crise de soluço, náuseas e tremores, sendo internado no dia seguinte na UTI do Hospital DF Star com broncopneumonia. Seu filho, Carlos Bolsonaro, relatou que o ex-presidente estava inchado devido aos antibióticos e irritado, afirmando que, segundo a equipe médica, mais algumas horas sem atendimento poderiam ter sido fatais, embora essa alegação não tenha respaldo nos relatórios médicos da Papudinha. O boletim médico mais recente do DF Star, de 16 de março de 2026, indicou que Bolsonaro permanece na UTI com pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração, com melhora renal, mas elevação de marcadores inflamatórios, necessitando de ampliação da cobertura antibiótica e intensificação da fisioterapia respiratória e motora. Até o início de março de 2026, Bolsonaro já havia recebido 144 atendimentos médicos na prisão.
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