Visão geral
A prisão de Jair Bolsonaro refere-se ao cumprimento de pena pelo ex-presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, após ser condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe. Ele foi detido preventivamente em 22 de dezembro de 2025, acusado de tentar violar a tornozeleira eletrônica, e posteriormente passou a cumprir a pena definitiva. Inicialmente na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, sua transferência para a Papudinha (19º BPM) foi efetivada em 15 de janeiro de 2026, onde ocupa uma sala de Estado Maior de 64,83 m² com quarto, sala, cozinha, lavanderia e área externa privativa, além de mais refeições e horário de visitas ampliado. Na Papudinha, Bolsonaro passou a ter direito a assistência integral de médicos particulares 24h, deslocamento imediato para hospitais em caso de urgência, sessões de fisioterapia (incluindo noturnas para estabilização do sono), alimentação especial diária (com possibilidade de preparo no local), atendimento médico penitenciário em tempo integral, visitação semanal permanente da esposa e filhos, e assistência religiosa de bispo Rodovalho e pastor Thiago Manzoni. Foi autorizada a instalação de grades de proteção e barras de apoio na cama para evitar quedas, além de aparelhos de fisioterapia como esteira e bicicleta. O pedido de acesso a uma Smart TV, no entanto, foi rejeitado, assim como o acesso a vídeos do YouTube, com a justificativa de que equipamentos com acesso à internet poderiam permitir a prática de ilícitos. A mudança para a Papudinha foi fundamentada em três pontos principais levantados pela defesa e aceitos pelo STF para garantir a saúde do ex-presidente: a "desconfiança" com a comida, a necessidade de fisioterapia noturna e o banho de sol. A permanência no batalhão é provisória e será reavaliada por uma junta médica em até 10 dias para verificar a necessidade de transferência para um Hospital Penitenciário. A prisão gerou debates na sociedade brasileira, com uma pesquisa Quaest indicando que 51% dos brasileiros acreditam que ele merece estar preso, enquanto 42% veem perseguição política. Aliados de Bolsonaro, embora reconheçam a melhora nas condições com a transferência, consideram a medida insuficiente e continuam cobrando a prisão domiciliar. Em 17 de janeiro de 2026, o ministro Gilmar Mendes negou um pedido de habeas corpus que solicitava a prisão domiciliar para o ex-presidente, fundamentando sua decisão na jurisprudência do STF que não admite HCs impetrados nessas condições. Em 18 de fevereiro de 2026, Bolsonaro recebeu políticos do Partido Liberal (PL) na Papudinha, incluindo Bruno Bonetti e Carlos Portinho, com quem discutiu as eleições de 2026. Durante essas visitas, sua condição de saúde foi relatada como preocupante, com falas desconexas e dificuldade para caminhar, atribuídas a medicamentos. Seu filho Carlos Bolsonaro também o visitou, descrevendo-o como "sonolento e abatido", e expressou preocupação com sua saúde, mencionando que o ex-presidente havia passado mal dias antes. Em 20 de fevereiro de 2026, a Procuradoria-Geral da República (PGR), por meio do procurador-geral Paulo Gonet, manifestou-se contra a concessão de prisão domiciliar para Bolsonaro, após perícia médica concluir que suas comorbidades não exigem assistência hospitalar e podem ser tratadas no local de detenção. A PGR destacou que o batalhão dispõe de assistência médica 24 horas e unidade avançada do SAMU, e que o ministro Alexandre de Moraes já havia negado pedidos anteriores de prisão domiciliar devido à gravidade dos atos e descumprimento de medidas cautelares por Bolsonaro. O laudo da PF também descartou a necessidade de hospitalização para o ex-presidente. Em 27 de março de 2026, o ministro Alexandre de Moraes concedeu prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro, que foi transferido de um hospital em Brasília para sua casa após internação por pneumonia. O benefício tem prazo de 90 dias, condicionado à gravidade de seu estado de saúde, e poderá ser prorrogado ou revertido após reavaliação médica. Moraes impôs condições como o uso de tornozeleira eletrônica, restrições a visitas (apenas familiares diretos, advogados e médicos sem necessidade de autorização prévia), proibição de uso de celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, e veto ao uso de redes sociais ou divulgação de fotos e vídeos. A defesa de Bolsonaro havia solicitado a prisão domiciliar alegando risco clínico e necessidade de acompanhamento médico contínuo, citando internações recentes e agravamento do quadro respiratório. Uma pesquisa Datafolha divulgada em 11 de abril de 2026 indicou que 59% dos brasileiros acreditam que Bolsonaro deve cumprir a pena em prisão domiciliar, enquanto 37% defendem seu retorno à prisão.
Contexto histórico e desenvolvimento
Jair Bolsonaro foi condenado a uma pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe. Sua prisão preventiva ocorreu em 22 de dezembro de 2025, inicialmente por tentar violar a tornozeleira eletrônica. Desde então, ele cumpria a pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Durante o período de prisão, a defesa de Bolsonaro tem feito diversos pedidos ao Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo solicitações de prisão domiciliar, que foram negadas pelo ministro Alexandre de Moraes. Também foram solicitadas melhorias nas condições da cela, como a redução de ruídos do ar-condicionado e a disponibilização de uma Smart TV, além de assistência religiosa. Em 24 de dezembro de 2025, Bolsonaro foi internado para uma cirurgia de correção de hérnias e outros procedimentos médicos, recebendo alta em 1º de janeiro de 2026, quando retornou à PF para continuar o cumprimento da pena. Em 15 de janeiro de 2026, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a instalação de grade de proteção e barra de apoio na cama de Bolsonaro, e sua transferência da Polícia Federal para a Papudinha foi efetivada. Ele agora cumpre pena no 19º BPM, em uma sala de Estado Maior de 64,83 m², com quarto, sala, cozinha, lavanderia e área externa privativa, com direito a cinco refeições diárias e ampliação do horário de visitas (três horários diferentes, duas vezes por semana). A decisão de Moraes detalhou que Bolsonaro terá assistência integral de médicos particulares, por 24h, com deslocamento imediato para hospitais em caso de urgência (com comunicação à justiça em até 24h). Também foram autorizadas sessões de fisioterapia com horários indicados pelos médicos, incluindo fisioterapia noturna para estabilização do sono, entrega de alimentação especial diária (com possibilidade de preparo e armazenamento no local), e atendimento médico em tempo integral pelo sistema penitenciário. A visitação semanal permanente da esposa e filhos foi garantida, com horários definidos, assim como assistência religiosa de bispo Rodovalho e pastor Thiago Manzoni. A leitura foi autorizada, e a instalação de aparelhos de fisioterapia, como esteira e bicicleta, foi concedida. A instalação de barras de apoio na cama para evitar quedas também foi autorizada. No entanto, o pedido de acesso a uma Smart TV foi rejeitado, e em 16 de janeiro de 2026, foi confirmado que Bolsonaro não terá acesso a vídeos do YouTube, uma das queixas de Carlos Bolsonaro, com o ministro do STF justificando que equipamentos com acesso à internet poderiam permitir a prática de ilícitos. A sala de Estado-Maior ocupada por Bolsonaro é semelhante às utilizadas por Anderson Torres e Silvinei Vasques, embora seja de uso exclusivo do ex-presidente. A Papudinha, localizada no Complexo Penitenciário da Papuda, possui capacidade para 60 presos e suas instalações foram reformadas em 2020. A mudança foi fundamentada em três pontos principais levantados pela defesa e aceitos pelo STF para garantir a saúde do ex-presidente: a "desconfiança" com a comida, a necessidade de fisioterapia noturna e o banho de sol com horário livre e privacidade total. Apesar da transferência representar uma melhora nas condições de detenção, aliados de Bolsonaro consideram a medida insuficiente e continuam a cobrar a concessão de prisão domiciliar para o ex-presidente. A permanência de Bolsonaro na Papudinha é provisória e será reavaliada por uma junta médica oficial em até 10 dias para confirmar se a estrutura do batalhão é suficiente ou se será necessária uma transferência para um Hospital Penitenciário. Em 17 de janeiro de 2026, o ministro Gilmar Mendes negou um habeas corpus impetrado pela defesa de Bolsonaro que pleiteava a prisão domiciliar, reforçando a jurisprudência do STF sobre a inadmissibilidade de HCs nessas condições. Em 18 de fevereiro de 2026, Bolsonaro recebeu visitas de políticos do PL, como Bruno Bonetti e Carlos Portinho, que relataram discussões sobre as eleições de 2026. Portinho e o filho Carlos Bolsonaro expressaram preocupação com a saúde do ex-presidente, descrevendo-o com falas desconexas, cambaleante e abatido, atribuindo o estado a medicamentos e mencionando que ele havia passado mal anteriormente. A defesa de Bolsonaro continua a defender a prisão domiciliar. Em 20 de fevereiro de 2026, a Procuradoria-Geral da República (PGR), por meio do procurador-geral Paulo Gonet, manifestou-se contra o pedido de prisão domiciliar humanitária feito pela defesa de Bolsonaro. A PGR argumentou que o laudo da perícia médica "foi categórico ao concluir que as comorbidades apresentadas não demandam assistência em nível hospitalar, assegurando a viabilidade do tratamento no atual local de detenção", e que o batalhão dispõe de assistência médica 24 horas e unidade avançada do SAMU. Gonet também ressaltou que o ministro Alexandre de Moraes já havia negado pedidos anteriores de prisão domiciliar, levando em conta "a gravidade de atos concretos voltados à fuga e o reiterado descumprimento de medidas cautelares" por Bolsonaro. O laudo da PF também descartou a necessidade de hospitalização para o ex-presidente. Em 27 de março de 2026, após internação por pneumonia, o ministro Alexandre de Moraes concedeu prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro, com prazo de 90 dias, condicionada à gravidade de seu estado de saúde. A decisão impôs o uso de tornozeleira eletrônica, restrições a visitas (apenas familiares diretos, advogados e médicos, com visitas dos filhos nos mesmos horários do estabelecimento prisional) e proibição de uso de celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, bem como de redes sociais. A reavaliação da manutenção da prisão domiciliar ocorrerá após esse período, podendo haver prorrogação ou retorno à Papudinha, com perícia médica se necessário. Em 12 de abril de 2026, um levantamento do Datafolha indicou que 59% dos brasileiros defendem que Bolsonaro cumpra a pena em prisão domiciliar, enquanto 37% acreditam que ele deve retornar à prisão. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 7 e 9 de abril, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
Linha do tempo
- 22 de dezembro de 2025: Jair Bolsonaro é preso preventivamente por tentar violar a tornozeleira eletrônica.
- 24 de dezembro de 2025: Bolsonaro é internado em hospital privado para cirurgia de correção de hérnias.
- 25 de dezembro de 2025: Realizada a cirurgia de hérnia inguinal bilateral.
- 27 de dezembro de 2025: Bolsonaro realiza bloqueio do nervo frênico do lado esquerdo para tratar soluços.
- 29 de dezembro de 2025: Bolsonaro realiza bloqueio do nervo frênico do lado direito.
- 30 de dezembro de 2025: Realizada cirurgia de reforço.
- 31 de dezembro de 2025: Defesa de Bolsonaro solicita prisão domiciliar ao STF; pesquisa Quaest aponta que 51% dos brasileiros apoiam a prisão.
- 1º de janeiro de 2026: Bolsonaro recebe alta hospitalar e retorna à PF para cumprir pena; Ministro Alexandre de Moraes nega pedido de prisão domiciliar.
- 2 de janeiro de 2026: Ministro Alexandre de Moraes autoriza visitas permanentes de filhos e enteada a Bolsonaro na prisão.
- 5 de janeiro de 2026: Ministro Alexandre de Moraes determina que a PF preste informações sobre ruídos no ar-condicionado da cela de Bolsonaro.
- 7 de janeiro de 2026: PF informa ao STF que não é possível reduzir ruídos da sala de Bolsonaro com medidas simples ou pontuais.
- 9 de janeiro de 2026: Defesa de Bolsonaro pede a Moraes autorização para Smart TV e assistência religiosa.
- 13 de janeiro de 2026: Defesa de Bolsonaro pede nova análise de sua condenação pelo plenário do STF.
- 15 de janeiro de 2026: O Supremo Tribunal Federal (STF) informa que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi transferido da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar (Papudinha). A transferência foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, que cuida da execução da pena. Bolsonaro é alocado em uma sala de Estado-Maior, semelhante às ocupadas por Anderson Torres e Silvinei Vasques, mas de uso exclusivo. Moraes autoriza assistência médica particular 24h, deslocamento imediato a hospitais em caso de urgência (com comunicação ao STF em até 24h), sessões de fisioterapia nos horários indicados pelos médicos (com prévio cadastramento do fisioterapeuta e comunicação ao STF), alimentação especial diária (com indicação da pessoa responsável pela entrega), atendimento médico em tempo integral pelo sistema penitenciário, visitas semanais da esposa e filhos, assistência religiosa de bispo Rodovalho e pastor Thiago Manzoni, autorização para leitura, grades de proteção e barras de apoio na cama, e instalação de aparelhos de fisioterapia como esteira e bicicleta. O pedido de acesso a uma Smart TV é rejeitado. Bolsonaro também deverá ser submetido a uma junta médica oficial da PF para avaliação de seu quadro clínico. A permanência de Bolsonaro na Papudinha é provisória e será reavaliada por uma junta médica oficial em até 10 dias para verificar a necessidade de transferência para um Hospital Penitenciário.
- 16 de janeiro de 2026: Confirmado que Jair Bolsonaro não terá acesso a vídeos do YouTube na prisão; ministro do STF justifica a decisão alegando que equipamentos com acesso à internet poderiam permitir a prática de ilícitos.
- 17 de janeiro de 2026: O ministro Gilmar Mendes nega um pedido de habeas corpus que solicitava a prisão domiciliar para Jair Bolsonaro, com base na jurisprudência do STF.
- 16 de fevereiro de 2026: Carlos Bolsonaro relata que o ex-presidente passou mal na prisão e estava sendo monitorado.
- 18 de fevereiro de 2026: Jair Bolsonaro recebe políticos do PL, Bruno Bonetti e Carlos Portinho, na Papudinha. Discute as eleições de 2026. Carlos Portinho relata que Bolsonaro apresentou falas desconexas e cambaleou ao caminhar, e defende prisão domiciliar. O filho Carlos Bolsonaro também o visita e relata que o pai estava "sonolento e abatido", expressando preocupação com sua saúde.
- 20 de fevereiro de 2026: A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifesta contra a concessão de prisão domiciliar para Jair Bolsonaro, após perícia médica concluir que suas comorbidades não exigem assistência hospitalar e podem ser tratadas no local de detenção. O procurador-geral Paulo Gonet assina a manifestação. Um laudo da PF também descarta a necessidade de hospitalização para o ex-presidente.
- 27 de março de 2026: Jair Bolsonaro é transferido do hospital onde estava internado para tratar uma pneumonia, em Brasília, para sua casa, após o ministro Alexandre de Moraes conceder prisão domiciliar humanitária com prazo de 90 dias, condicionada à gravidade de seu estado de saúde. Moraes impõe condições como uso de tornozeleira eletrônica, restrições a visitas (filhos podem visitar às quartas e sábados, das 8h às 11h, 11h às 13h e 14h às 16h; demais visitas suspensas por 90 dias), proibição de uso de celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, e veto a redes sociais ou divulgação de fotos e vídeos. A decisão permite internação sem prévia decisão judicial em caso de orientação médica e exige que celulares de visitantes fiquem com agentes policiais. A defesa de Bolsonaro havia solicitado a prisão domiciliar alegando risco clínico e necessidade de acompanhamento médico contínuo.
- 7 a 9 de abril de 2026: Pesquisa Datafolha, divulgada em 11 de abril, ouve 2.004 pessoas em 137 municípios e aponta que 59% dos brasileiros defendem que Jair Bolsonaro cumpra pena em prisão domiciliar, enquanto 37% acreditam que ele deve retornar à prisão. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Principais atores
- Jair Bolsonaro: Ex-presidente do Brasil, condenado e cumprindo pena. Sua saúde e condições de detenção continuam sendo motivo de preocupação para aliados e familiares. Teve o pedido de prisão domiciliar negado pela PGR após perícia médica, mas posteriormente foi concedida prisão domiciliar humanitária por 90 dias, em 27 de março, após internação por pneumonia. O laudo da PF também descartou a necessidade de hospitalização. Um levantamento Datafolha de abril de 2026 indicou que 59% dos brasileiros defendem que ele cumpra a pena em prisão domiciliar.
- Alexandre de Moraes: Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por decisões relacionadas à prisão de Bolsonaro. Já havia negado pedidos de prisão domiciliar para Bolsonaro, decisão reforçada pela PGR, mas concedeu prisão domiciliar humanitária por 90 dias em 27 de março, com condições como uso de tornozeleira eletrônica, restrições a visitas e proibição de uso de comunicação externa e redes sociais. Ele reavaliará a manutenção do benefício após esse período.
- Gilmar Mendes: Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou o pedido de habeas corpus para prisão domiciliar de Bolsonaro.
- Polícia Federal (PF): Instituição responsável pela custódia de Bolsonaro e pela administração do local onde ele cumpria pena antes da transferência. Realizou a perícia médica que concluiu que Bolsonaro não precisa de cuidados hospitalares.
- Defesa de Jair Bolsonaro: Equipe jurídica responsável pelos recursos e pedidos em nome do ex-presidente, que continua buscando a prisão domiciliar humanitária, citando multimorbidade crônica e sequelas de cirurgias. A defesa alegou risco clínico e necessidade de acompanhamento médico contínuo, citando episódios recentes de internação e agravamento do quadro respiratório.
- Michelle Bolsonaro: Ex-primeira-dama, que já possuía autorização para visitas e mora na mesma casa que Bolsonaro durante a prisão domiciliar.
- Carlos Nantes Bolsonaro, Flávio Nantes Bolsonaro, Jair Renan Valle Bolsonaro e filha menor de idade: Filhos de Bolsonaro, autorizados a visitá-lo na prisão. Carlos Bolsonaro expressou queixas sobre a impossibilidade de acesso a vídeos do YouTube e preocupação com a saúde do pai. Flávio Bolsonaro é pré-candidato à Presidência da República pelo PL. Durante a prisão domiciliar, Flávio, Carlos e Jair Renan Bolsonaro podem visitar o pai nas mesmas condições legais do estabelecimento prisional (quartas-feiras e sábados, das 8h às 11h, das 11h às 13h e das 14h às 16h).
- Letícia Marianna Firmo da Silva: Enteada de Bolsonaro, autorizada a visitá-lo na prisão e mora na mesma casa que ele durante a prisão domiciliar.
- Procuradoria-Geral da República (PGR): Órgão que se manifestou contra a prisão domiciliar de Bolsonaro, com base no laudo da perícia médica. Argumentou que a Papudinha oferece atendimento médico 24 horas e unidade avançada do SAMU.
- Paulo Gonet: Procurador-Geral da República, que assinou a manifestação da PGR contra a prisão domiciliar de Bolsonaro, argumentando sobre a estrutura médica disponível na Papudinha.
- Bispo Rodovalho e Pastor Thiago Manzoni: Líderes religiosos autorizados a prestar assistência a Bolsonaro.
- Anderson Torres: Ex-ministro da Justiça, que cumpre pena em sala semelhante à de Bolsonaro na Papudinha.
- Silvinei Vasques: Ex-diretor da PRF, que cumpre pena em sala semelhante à de Bolsonaro na Papudinha.
- Bruno Bonetti: Presidente do PL no Rio de Janeiro e suplente do senador Romário, visitou Bolsonaro na Papudinha.
- Carlos Portinho: Líder do PL no Senado, visitou Bolsonaro na Papudinha e discutiu as eleições de 2026, além de expressar preocupação com a saúde do ex-presidente.
- Datafolha: Instituto de pesquisa que, em abril de 2026, divulgou que 59% dos brasileiros defendem a prisão domiciliar para Jair Bolsonaro, enquanto 37% acreditam que ele deve retornar à prisão.
Termos importantes
- Prisão preventiva: Detenção antes de uma condenação definitiva, aplicada para garantir a ordem pública, a instrução criminal ou a aplicação da lei penal.
- Tornozeleira eletrônica: Dispositivo de monitoramento usado para fiscalizar o cumprimento de medidas cautelares ou penas em regime semiaberto ou domiciliar. Seu uso foi determinado para Bolsonaro durante sua prisão domiciliar.
- Tentativa de golpe: Ato de tentar derrubar um governo ou regime legalmente estabelecido por meios ilegais ou violentos.
- Supremo Tribunal Federal (STF): Mais alta corte do poder judiciário brasileiro, responsável por julgar casos de grande relevância constitucional e legal.
- Prisão domiciliar: Cumprimento de pena ou medida cautelar na residência do indivíduo, sob determinadas condições. Negada pela PGR para Bolsonaro, com base em laudo da PF e na estrutura médica da Papudinha, mas concedida posteriormente por Alexandre de Moraes em caráter humanitário e temporário.
- Habeas corpus (HC): Remédio jurídico que visa proteger o direito de ir e vir de uma pessoa, contestando uma prisão ou detenção considerada ilegal ou abusiva.
- Hérnia inguinal bilateral: Condição em que tecidos internos do abdômen se projetam por pontos fracos na parede muscular abdominal em ambos os lados da virilha.
- Bloqueio do nervo frênico: Procedimento médico para tratar soluços persistentes, envolvendo a interrupção temporária ou permanente da função do nervo frênico, que controla o diafragma.
- Smart TV: Televisor com funcionalidades de internet e acesso a aplicativos, diferente de uma TV convencional que apenas recebe sinal de transmissão.
- Papudinha: Apelido do 19º Batalhão da Polícia Militar (BPM), unidade prisional para onde Jair Bolsonaro foi transferido para cumprir sua pena. Localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, possui capacidade para 60 presos e suas instalações foram reformadas em 2020. Possui assistência médica 24 horas e unidade avançada do SAMU.
- Sala de Estado Maior: Tipo de alojamento prisional destinado a militares e, por extensão, a outras autoridades, que oferece condições diferenciadas de detenção, geralmente com maior espaço e privacidade, como a ocupada por Bolsonaro com 64,83 m², quarto, sala, cozinha, lavanderia e área externa privativa. As salas são semelhantes às utilizadas por Anderson Torres e Silvinei Vasques.
- Hospital Penitenciário: Instituição de saúde especializada no atendimento a detentos, para onde Bolsonaro pode ser transferido após reavaliação médica, mas a perícia concluiu que não é necessário.
- YouTube: Plataforma de compartilhamento de vídeos online, cujo acesso foi negado a Bolsonaro na prisão devido ao risco de uso indevido de equipamentos com acesso à internet.
- Partido Liberal (PL): Partido político brasileiro ao qual Jair Bolsonaro é filiado e cujos membros o visitaram na prisão para discutir questões eleitorais.
- Multimorbidade crônica: Coexistência de múltiplas doenças crônicas em um mesmo indivíduo, citada pela defesa de Bolsonaro como justificativa para prisão domiciliar.
- Perícia médica: Avaliação realizada por profissionais de saúde para determinar o estado de saúde de um indivíduo, que no caso de Bolsonaro concluiu pela desnecessidade de tratamento hospitalar, reforçando a decisão da PGR. A necessidade de nova perícia médica pode ser avaliada para prorrogação da prisão domiciliar.
- Prisão domiciliar humanitária: Modalidade de prisão domiciliar concedida em casos de grave condição de saúde do detento, como a concedida a Bolsonaro por 90 dias devido a pneumonia, com possibilidade de prorrogação.
- Datafolha: Instituto de pesquisa de opinião pública brasileiro, que realizou levantamento em abril de 2026 indicando que 59% dos brasileiros defendem a prisão domiciliar para Jair Bolsonaro.
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