O que é a Fictor
O Grupo Fictor é um conglomerado brasileiro fundado em 2007 por Rafael Ribeiro Leite Gois, com sede em São Paulo, em recuperação judicial desde 2026, com dívidas de R$ 4,3 bilhões. Ficou conhecido em novembro de 2025 pela tentativa frustrada de comprar o Banco Master, na véspera da liquidação do banco.
Atua em alimentos, serviços financeiros e infraestrutura. Tem empresas como a Fictor Invest, a FictorPay, a FictorAsset, a Fictor Energia, a Fictor Agro e a Fictor Alimentos, listada em bolsa desde a compra do controle da Atompar, no fim de 2024. Patrocinou as categorias de base do Palmeiras, por R$ 30 milhões ao ano, segundo o Valor.
A tentativa de compra do Banco Master
A Fictor apresentou uma proposta pelo Banco Master, de Daniel Vorcaro, na véspera da liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central. Em 18 de novembro de 2025, informou a suspensão da operação, disse ter sabido da decisão pela imprensa e se colocou à disposição das autoridades. A proposta surpreendeu o setor bancário, porque o grupo era pouco conhecido, segundo o Valor.
Depois, o grupo foi investigado pela Polícia Federal por suspeitas de fraudes bilionárias, na Operação Compliance Zero, segundo O Globo.
Recuperação judicial
A Fictor Holding e a Fictor Invest pediram recuperação judicial em fevereiro de 2026, e a Justiça deferiu o pedido em abril. O grupo atribuiu a crise de liquidez à liquidação do Master. Uma semana antes do pedido, a Justiça havia bloqueado R$ 150 milhões da empresa em ação da Orbitall, processadora dos cartões da FictorPay.
Em assembleia de 14 de outubro de 2026, os credores suspenderam a votação do plano. Uma nova proposta deve sair em 18 de novembro e ir a voto em 4 de dezembro de 2026. A companhia diz querer pagar os créditos integralmente, sem desconto, o que depende dos ativos disponíveis, segundo o Valor.
O processo na CVM
Empresas do grupo, o fundador e um ex-sócio viraram réus em processo sancionador da CVM, informou O Globo em 5 de novembro de 2026. São acusados a Fictor Invest, a Fictor Holding, Rafael Gois e Luiz Phillippe Gomes Rubini, por operação fraudulenta e oferta pública de valores mobiliários sem registro. O caso envolve as sociedades em conta de participação (SCPs) usadas para captar dinheiro de investidores. O processo ainda será julgado.
Linha do tempo
- 2007: Rafael Gois funda a Fictor.
- Fim de 2024: a Fictor Alimentos chega à bolsa com a compra do controle da Atompar.
- 18 de novembro de 2025: a Fictor informa a suspensão da compra do Banco Master, após a liquidação do banco pelo Banco Central.
- 2 de fevereiro de 2026: Fictor Holding e Fictor Invest pedem recuperação judicial.
- Abril de 2026: a Justiça defere a recuperação judicial.
- 14 de outubro de 2026: credores suspendem a assembleia do plano.
- 5 de novembro de 2026: O Globo revela processo sancionador da CVM.
- 4 de dezembro de 2026: data marcada para a votação do novo plano.
Termos importantes
- Liquidação extrajudicial: regime determinado pelo Banco Central para instituições financeiras com "grave e irreversível situação financeira", com venda de ativos para pagar credores ou dissolução da instituição.
- Sociedade em conta de participação (SCP): estrutura usada pelo grupo para captar recursos. A CVM investiga se foi oferecida ao público como contrato de investimento coletivo.
Perguntas frequentes
O que é a Fictor?
Um grupo empresarial brasileiro fundado em 2007, em recuperação judicial, conhecido por ter tentado comprar o Banco Master.
A Fictor comprou o Banco Master?
Não. A operação foi suspensa em novembro de 2025, depois que o Banco Central liquidou o banco.
Quem é o dono da Fictor?
O fundador é Rafael Ribeiro Leite Gois, que controla a FictorPay ao lado da holding.
Quanto a Fictor deve?
O grupo declarou dívidas de R$ 4,3 bilhões na recuperação judicial.
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