Credores adiam votação de plano de recuperação judicial da Fictor
Assembleia suspende votação de dívida de R$ 4,3 bilhões da Fictor, que propõe usar créditos ligados ao Banco Master para quitar compromissos.
Pontos principais
- A votação do plano de recuperação judicial da Fictor foi adiada para o dia 4 de dezembro.
- A empresa busca renegociar um passivo total de R$ 4,3 bilhões.
- O plano propõe o uso de créditos do fundo Krispy, vinculados ao Banco Master, para o pagamento de credores.
- A transferência dos ativos é dificultada pela liquidação da administradora Trustee pelo Banco Central.
- A Fictor tem prazo até 18 de novembro para apresentar uma nova versão do plano à Justiça.
A assembleia de credores do Grupo Fictor, realizada na última quarta-feira (14), decidiu adiar a votação do plano de recuperação judicial da companhia para o dia 4 de dezembro. O grupo, que entrou em recuperação em fevereiro de 2026 após uma crise intensificada pela tentativa de compra do Banco Master, busca renegociar uma dívida estimada em R$ 4,3 bilhões.
Para viabilizar o pagamento, a empresa propôs utilizar recursos do fundo Krispy, composto por direitos de crédito ligados ao Banco Master. Contudo, a efetivação da estratégia enfrenta obstáculos, uma vez que a transferência de titularidade das cotas ainda não foi concluída e a administradora do fundo, a Trustee, teve sua liquidação decretada pelo Banco Central em setembro. A Fictor deverá apresentar uma versão atualizada do plano de recuperação à Justiça até o dia 18 de novembro.
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