CVM investiga Grupo Fictor por suspeita de fraude e oferta irregular
Autarquia apura oferta pública sem registro e irregularidades em contratos de investimento coletivo envolvendo o grupo e seus fundadores.
Pontos principais
- CVM abriu processo sancionador contra o Grupo Fictor, Rafael Gois e Luiz Phillipe Gomes Rubini.
- Investigação foca na oferta irregular de valores mobiliários e uso indevido de sociedades em conta de participação.
- Grupo Fictor declarou dívidas de R$ 4,3 bilhões em seu processo de recuperação judicial.
- Polícia Federal apura fraudes bilionárias no grupo por meio da Operação Compliance Zero.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) instaurou um processo sancionador contra o Grupo Fictor, seu fundador Rafael Gois e o ex-sócio Luiz Phillipe Gomes Rubini. A autarquia investiga a realização de ofertas públicas de valores mobiliários sem o devido registro, analisando se as sociedades em conta de participação (SCPs) comercializadas funcionavam como contratos de investimento coletivo irregulares. Atualmente, o grupo enfrenta um processo de recuperação judicial com dívidas declaradas na ordem de R$ 4,3 bilhões.
O caso ganha contornos mais graves devido à atuação da Polícia Federal, que investiga a empresa por suspeitas de fraudes bilionárias no âmbito da Operação Compliance Zero. O histórico do grupo inclui a tentativa frustrada de compra do Banco Master, episódio que resultou na liquidação da instituição financeira e na prisão de Daniel Vorcaro em 2025. As autoridades seguem apurando a extensão das irregularidades cometidas pelos executivos no mercado de capitais.
Tópicos relacionados
Cobertura da mídia
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.
