Visão geral
A Operação Compliance Zero é uma investigação em andamento da Polícia Federal (PF) sobre o chamado "escândalo do Banco Master", tratado por autoridades como uma das maiores fraudes do sistema financeiro nacional. O nome faz referência ao fato de que, embora o banco fosse tecnicamente regulado, auditado e supervisionado, suas operações não estavam sujeitas a nenhum mecanismo real de controle interno. As apurações, iniciadas em 2024 a pedido do Ministério Público Federal (MPF), investigam emissão de títulos de crédito falsos, gestão fraudulenta, manipulação de mercado, uso irregular de fundos de investimento, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e invasão de sistemas informatizados.
A operação foi deflagrada em 18 de novembro de 2025, com a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Até julho de 2026, já havia alcançado dez fases, com bloqueios de bens que superaram R$ 27 bilhões e prisões de Vorcaro, de familiares e de operadores do esquema, além do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. As investigações também miraram políticos de diferentes partidos — como os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Jaques Wagner (PT-BA) e o ex-governador do Rio, Cláudio Castro — e revelaram uma milícia privada de espionagem e intimidação e uma rede de desinformação contra o Banco Central. A relatoria do caso no Supremo Tribunal Federal (STF) começou com o ministro Dias Toffoli e passou a André Mendonça em março de 2026.
As 10 fases da operação
Cada fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada pela Polícia Federal com autorização do STF. A cronologia abaixo resume o alvo principal, a data e os resultados de cada etapa.
1ª fase — 18 de novembro de 2025
A operação foi oficialmente deflagrada com cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 de busca e apreensão, cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal. Daniel Vorcaro foi preso no Aeroporto de Guarulhos quando se preparava para embarcar para Dubai em um jato particular avaliado em cerca de R$ 200 milhões. Seu sócio Augusto Ferreira Lima também foi preso, e Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB, foi afastado do cargo. A investigação apontava a emissão irregular de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com rentabilidade muito acima da média do mercado e apurava gestão fraudulenta e organização criminosa. Vorcaro foi solto 11 dias depois, por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
2ª fase — 14 de janeiro de 2026
Autorizada pelo ministro Dias Toffoli, então relator do caso no STF, cumpriu 42 mandados de busca e apreensão e determinou o bloqueio de mais de R$ 5,7 bilhões em bens. O foco ampliou-se para fundos de investimento usados para movimentar recursos e ocultar prejuízos, ligados à Reag Investimentos, de João Carlos Mansur — instituição que o Banco Central liquidou no dia seguinte. O empresário Nelson Tanure foi alvo e teve o celular apreendido, e o pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, foi preso temporariamente e solto no mesmo dia. Toffoli reclamou publicamente da demora da PF e mandou lacrar as provas na sede do STF; renunciaria à relatoria em março, após aparecer em mensagens no celular de Vorcaro e diante de negócios de sua empresa com fundos ligados a Zettel.
3ª fase — 4 de março de 2026
Primeira fase sob a relatoria do ministro André Mendonça, que assumiu o caso após a saída de Toffoli. Foram quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais, com bloqueio de até R$ 22 bilhões. Vorcaro — solto após a 1ª fase — voltou à prisão, ao lado do cunhado Fabiano Zettel, do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva e de Luiz Phillipi "Sicário" Mourão, apontado como executor da milícia privada do banqueiro. Horas após a prisão, Mourão tentou o suicídio sob custódia e teve morte encefálica declarada em 6 de março. Na mesma data, dois servidores do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, foram afastados por suspeita de repassar informações sigilosas a Vorcaro.
4ª fase — 16 de abril de 2026
Dois mandados de prisão e sete de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo. Foram presos o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa — suspeito de permitir operações sem lastro em favor do Master e de negociar imóveis de Vorcaro como propina — e o advogado Daniel Monteiro, apontado como o "arquiteto jurídico" e operador dos pagamentos do esquema. A fase aprofundou a apuração sobre a compra, pelo BRB (banco público), de carteiras de crédito problemáticas do Master, depois de o Banco Central vetar a aquisição de participação. Nesta altura, o bloqueio de bens acumulado na operação chegava a R$ 27,7 bilhões.
5ª fase — 7 de maio de 2026
Um mandado de prisão temporária e dez de busca e apreensão no Piauí, em São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. O senador Ciro Nogueira (PP-PI) tornou-se investigado, apontado como destinatário central de vantagens indevidas e por, supostamente, usar o mandato parlamentar em favor de Vorcaro; teve bens bloqueados e foi proibido de contatar outros investigados. Seu irmão, Raimundo Nogueira Lima, passou a usar tornozeleira eletrônica. Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro e apontado como gestor dos pagamentos mensais a Nogueira, foi preso em Minas Gerais. Nogueira negou as acusações e classificou a ação como perseguição em ano eleitoral.
6ª fase — 14 de maio de 2026
Sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão em três estados. Foi preso Henrique Vorcaro, pai de Daniel, apontado como líder do grupo "A Turma", uma milícia pessoal usada para monitorar e intimidar desafetos da família. A fase detalhou o núcleo digital "Os Meninos", o uso de hackers e a participação de servidores públicos: um policial federal na ativa foi preso e uma delegada, afastada, por suspeita de vazar dados sigilosos ao grupo. As investigações conectaram a estrutura a consultas ilegais em sistemas internos, como o e-Pol, e ao jogo do bicho.
7ª fase — 19 de maio de 2026
Ação pontual em Porto Velho (RO), com dois mandados de busca e apreensão, voltada a apurar o vazamento de informações sigilosas da própria investigação. O principal alvo foi um perito da Polícia Federal, afastado preventivamente da função sob suspeita de repassar dados protegidos sobre a apuração.
8ª fase — 26 de maio de 2026
Dez mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Brasília, mirando aportes suspeitos de cerca de R$ 3 bilhões do Rioprevidência (fundo de previdência do estado do Rio) e da Cedae em fundos ligados ao Banco Master. O ex-governador Cláudio Castro tornou-se alvo, apontado como tendo "alinhamento político" e relação pessoal com Vorcaro. A fase deu sequência à Operação Barco de Papel e apurava crimes contra o sistema financeiro, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
9ª fase — 18 de junho de 2026
Dezoito mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, além de medidas cautelares. Os principais investigados foram o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, e o banqueiro Augusto Ferreira Lima, dono do Banco Pleno — liquidado pelo Banco Central em fevereiro de 2026. A PF apurava a compra de um apartamento de R$ 2,4 milhões por meio de terceiros, repasses a empresas ligadas ao senador e a familiares e indícios de atuação parlamentar em favor do Master. A fase também revelou uma estrutura de segurança privada armada, com fuzis e veículos blindados, ligada à família Vorcaro, e irregularidades no crédito consignado Credcesta. Wagner negou irregularidades e, em 24 de junho, deixou a liderança do governo no Senado.
10ª fase — 9 de julho de 2026
Autorizada por André Mendonça, mirou o publicitário Thiago Miranda, apontado como articulador do "Projeto DV" — um esquema, supostamente financiado com recursos do banco a mando de Daniel Vorcaro, para manipular a opinião pública, atacar a credibilidade do Banco Central e intimidar jornalistas. O grupo teria oferecido até R$ 2 milhões a influenciadores digitais para promover conteúdos favoráveis ao banco e monitorado ilegalmente críticos e concorrentes, entre eles a jornalista Malu Gaspar e o CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho. Mendonça afirmou que as ações do grupo tinham "contornos de máfia". A defesa de Miranda negou as acusações, sustentando que o trabalho se limitou à gestão de crise dentro dos limites legais.
Origem e contexto histórico
As operações irregulares do Banco Master chamavam a atenção da Polícia Federal desde pelo menos 2023, quando dois inquéritos foram abertos pela Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros em São Paulo. Em 2024, o delegado Gleydson Machado Calheiros pediu esclarecimentos ao Banco Central sobre supostas ilicitudes do banco, incluindo a suspeita de que o empresário Nelson Tanure seria o verdadeiro controlador da instituição por meio de operações societárias com recursos originados em paraíso fiscal. O Banco Central respondeu que não via necessidade de abrir procedimento, afirmando já conhecer as suspeitas sem que nada tivesse sido comprovado.
A auditoria do Banco Central acompanhava o Master desde 2016/2018, quando Daniel Vorcaro obteve autorização para comprar o banco Máxima e o renomeou. Investigações posteriores da PF apontaram que dois servidores da autarquia, Paulo Sérgio Neves de Souza (ex-diretor de Fiscalização) e Belline Santana (ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária, o Desup), teriam prestado "consultoria" informal e remunerada a Vorcaro, vazando informações sigilosas. Ambos foram afastados na 3ª fase da operação.
Após ser preso em março de 2026, Daniel Vorcaro foi transferido para a Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo, e depois para uma penitenciária federal no Distrito Federal, a pedido da PF, que alegou risco à sua integridade física e a possibilidade de que influenciasse as investigações. Em uma penitenciária federal, o regime prevê cela individual, sem comunicação externa direta, duas horas diárias de banho de sol e horários controlados de energia.
Conexões políticas e tráfico de influência
As mensagens no celular de Daniel Vorcaro revelaram uma ampla rede de contatos políticos. O banqueiro mantinha comunicação com figuras como o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), e foram encontradas menções ao ministro do STF Alexandre de Moraes. Um contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, previa a defesa dos interesses da instituição junto ao Banco Central, à Receita Federal e ao Congresso. Moraes negou ter mantido conversas com Vorcaro na data de sua primeira prisão, e o STF esclareceu que as mensagens atribuídas a ele foram, na verdade, direcionadas a outros contatos do banqueiro.
O ex-relator Dias Toffoli admitiu ser sócio da empresa Maridt, que vendeu sua fatia em resorts a fundos que tinham como acionista Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro de Vorcaro — Zettel financiou campanhas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Vorcaro também se encontrou com o presidente Lula em 2024, acompanhado do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, conselheiro do Master, e com o então governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), em 2025, em meio às negociações da compra do banco pelo BRB. Ao longo das fases, o alcance político da investigação cresceu, atingindo o ex-governador Cláudio Castro (8ª fase) e o senador Jaques Wagner (9ª fase), líder do governo Lula no Senado.
Rede de espionagem e intimidação
A Polícia Federal descobriu que Vorcaro mantinha uma milícia privada para coletar informações sensíveis, realizar espionagem ilegal e ameaçar adversários, autoridades e jornalistas. Mensagens no celular do banqueiro revelaram um plano para que o colunista Lauro Jardim, de O Globo, fosse agredido em um assalto forjado. Os investigadores identificaram acessos a sistemas restritos do Ministério Público, da PF e de organismos internacionais como FBI e Interpol.
O grupo, dividido em núcleos como "A Turma" (comandado por Henrique Vorcaro) e "Os Meninos" (braço digital), reunia policiais federais na ativa e aposentados, hackers e contraventores. Luiz Phillipi "Sicário" Mourão, apontado como executor central e que recebia cerca de R$ 1 milhão por mês, morreu sob custódia após a 3ª fase. A 6ª fase resultou na prisão de um agente da PF e no afastamento de uma delegada por suspeita de vazar dados.
Na 10ª fase, a investigação expôs a face midiática da estrutura: o "Projeto DV", uma rede de desinformação que teria sido montada para atacar a credibilidade do Banco Central, contratar influenciadores e monitorar ilegalmente jornalistas e concorrentes, como a repórter Malu Gaspar e o CEO do Itaú, Milton Maluhy Filho.
Conflito entre PGR e STF
Em 6 de março de 2026, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a atuação da Procuradoria-Geral da República (PGR) nas investigações, afirmando que a análise de casos criminais pelo Ministério Público não pode ser uma "formalidade vazia de importância". A declaração respondeu a críticas do ministro André Mendonça, que classificou como lamentável o fato de a PGR não ter visto urgência e ter pedido mais prazo para se manifestar sobre a 3ª fase da operação, que levou à prisão de Vorcaro. Gonet ressaltou que "a gravidade do delito não basta em si para justificar toda e qualquer medida cautelar" e citou a tentativa de suicídio de "Sicário" como exemplo da necessidade de cautela.
Delação premiada e desdobramentos
Em abril de 2026, o BRB pediu ao STF a reserva de recursos para cobrir prejuízos com as fraudes e solicitou que eventuais acordos de delação premiada considerassem o ressarcimento das partes lesadas; o banco também confirmou que atrasaria a divulgação do balanço de 2025. Daniel Vorcaro chegou a assinar acordo de confidencialidade e iniciar negociações de delação com a PF e a PGR, mas as tratativas não avançaram: em 18 de maio de 2026, ele voltou à carceragem comum da PF, sem regalias, e, dias depois, seu advogado deixou a defesa. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, preso na 4ª fase, também manifestou interesse em colaborar com a Justiça.
O caso teve forte repercussão política e midiática. Em março de 2026, um quadro exibido pela GloboNews que tentava associar Vorcaro ao PT e ao presidente Lula gerou reação negativa, e a emissora pediu desculpas públicas; Lula classificou o episódio como "antijornalismo". A imprensa passou a tratar o escândalo como "suprapartidário", dada a presença de nomes de direita e de esquerda entre os investigados.
Principais atores
- Daniel Vorcaro: Dono do Banco Master e principal alvo da investigação, apontado como líder da organização criminosa. Preso na 1ª e na 3ª fases; teve negociação de delação premiada rejeitada. Sua defesa nega as acusações.
- André Mendonça: Ministro do STF, relator do caso desde março de 2026. Autorizou as fases a partir da 3ª, o afastamento de servidores do Banco Central e o bloqueio bilionário de bens.
- Dias Toffoli: Ministro do STF, primeiro relator do caso. Autorizou a 1ª e a 2ª fases e renunciou à relatoria em março de 2026, após aparecer em mensagens de Vorcaro e diante de negócios de sua empresa com fundos ligados a Zettel.
- Polícia Federal (PF): Responsável pela execução das dez fases, prisões, apreensões e bloqueios de bens. Apontou organização criminosa estruturada, milícia privada e risco sistêmico ao setor financeiro.
- Ministério Público Federal (MPF) e PGR: O MPF pediu a abertura das investigações em 2024 e apontou "escalada de atividades criminosas". A PGR, chefiada por Paulo Gonet, divergiu do STF sobre o ritmo das medidas cautelares.
- Banco Central (BC): Vetou a compra do Master pelo BRB e liquidou instituições ligadas ao caso (Reag, Banco Pleno). Servidores do Desup foram afastados por suspeita de favorecer Vorcaro.
- Fabiano Zettel: Cunhado e operador financeiro de Vorcaro, preso na 3ª fase; ligado a pagamentos e ao núcleo de intimidação.
- Luiz Phillipi "Sicário" Mourão: Apontado como executor da milícia privada; morreu sob custódia após a 3ª fase.
- Henrique Vorcaro: Pai de Daniel, preso na 6ª fase como líder do grupo "A Turma".
- Felipe Cançado Vorcaro: Primo de Daniel, preso na 5ª fase, apontado como gestor de pagamentos a Ciro Nogueira.
- Paulo Henrique Costa: Ex-presidente do BRB, afastado na 1ª fase e preso na 4ª por autorizar operações sem lastro em favor do Master.
- Daniel Monteiro: Advogado apontado como "arquiteto jurídico" e operador dos pagamentos do esquema, preso na 4ª fase.
- Ciro Nogueira: Senador (PP-PI), investigado na 5ª fase como suposto destinatário de vantagens indevidas. Nega as acusações.
- Cláudio Castro: Ex-governador do Rio de Janeiro, alvo da 8ª fase, por aportes do Rioprevidência em fundos ligados ao Master.
- Jaques Wagner: Senador (PT-BA), então líder do governo no Senado, principal investigado da 9ª fase; deixou a liderança em seguida. Nega irregularidades.
- Augusto Ferreira Lima: Ex-sócio de Vorcaro e dono do Banco Pleno; preso na 1ª fase e investigado na 9ª.
- Thiago Miranda: Publicitário apontado como articulador do "Projeto DV", alvo da 10ª fase. Nega as acusações.
- Nelson Tanure e João Carlos Mansur: Empresário e investidor (fundador da Reag), alvos das primeiras fases; a Reag negou irregularidades.
- Alexandre de Moraes: Ministro do STF citado em mensagens de Vorcaro; contrato milionário do Master com o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes. Negou contato com o banqueiro.
- Lauro Jardim: Colunista de O Globo, alvo de um plano de agressão revelado nas mensagens de Vorcaro.
- Banco de Brasília (BRB): Banco público que negociou a compra do Master; pediu ao STF reserva de recursos para cobrir prejuízos.
Termos importantes
- Compliance: Conjunto de mecanismos internos de controle, auditoria e conformidade que uma instituição deve manter para prevenir fraudes e cumprir a regulação. A ausência desse controle real no Banco Master dá nome à operação.
- CDB (Certificado de Depósito Bancário): Título de renda fixa emitido por bancos para captar recursos. A PF investiga a emissão irregular de CDBs do Master com rentabilidade muito acima do mercado.
- Medidas cautelares: Decisões judiciais provisórias para assegurar o resultado do processo, como buscas e apreensões, bloqueio de bens ou restrição de direitos.
- Organização criminosa: Associação de quatro ou mais pessoas, estruturada e com divisão de tarefas, voltada a obter vantagem mediante a prática de infrações penais.
- Milícia privada: Grupo que atua de forma paramilitar para proteger interesses específicos, realizar espionagem ou intimidação, à margem da lei.
- Delação premiada: Acordo em que o investigado oferece informações úteis à apuração em troca de benefícios legais, como redução de pena.
- Risco sistêmico: Potencial de que a falha de uma instituição financeira desencadeie uma cascata de falhas em todo o sistema, com graves consequências econômicas.
- Rioprevidência: Fundo de previdência dos servidores do estado do Rio de Janeiro, cujos aportes bilionários em fundos ligados ao Master são apurados na 8ª fase.
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