Tesouro Nacional projeta redução da dívida pública a partir de 2029
Secretário Daniel Leal destaca crescimento de 3% ao ano e superávit de R$ 9 bilhões no primeiro quadrimestre de 2026.
Pontos principais
- O crescimento econômico médio do Brasil subiu de 1,4% para 3% ao ano no período pós-pandemia.
- O governo central alcançou um superávit primário de R$ 9 bilhões nos primeiros quatro meses de 2026.
- A dívida líquida do setor público atingiu 66,8% do PIB em março de 2026, pressionada pelos juros elevados.
- O governo mantém a meta de superávit anual de R$ 34,3 bilhões para garantir a trajetória de queda da dívida.
- Deputados questionaram o custo das reservas cambiais brasileiras, que somam US$ 367 bilhões.
O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, apresentou à Comissão Mista de Orçamento um balanço positivo sobre a resiliência da economia brasileira. Segundo os dados, o país consolidou um crescimento médio anual de 3% no pós-pandemia, superando a marca anterior de 1,4%. No âmbito fiscal, o governo central registrou um superávit de R$ 9 bilhões no primeiro quadrimestre de 2026, mantendo o compromisso com a meta anual de R$ 34,3 bilhões. Apesar do avanço, a dívida líquida do setor público subiu para 66,8% do PIB em março, refletindo o impacto dos juros elevados. O Tesouro projeta que, com a manutenção das metas fiscais atuais, será possível iniciar uma trajetória consistente de redução da dívida a partir de 2029. Durante a sessão, parlamentares também debateram a eficiência e o custo de manutenção das reservas cambiais, que totalizam US$ 367 bilhões.
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