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ONU aprova resolução contra embargo a Cuba com menor apoio em 30 anos

Assembleia Geral da ONU condena embargo dos EUA a Cuba por 130 votos a 17, após campanha de pressão diplomática de Washington reduzir o apoio global.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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28/10 às 16:15, atualizado 19:32

Pontos principais

  • A resolução foi aprovada com 130 votos a favor, 17 contra e 25 abstenções.
  • O resultado marca o 34º ano consecutivo de condenação ao embargo pela Assembleia Geral da ONU.
  • O apoio à medida atingiu o nível mais baixo das últimas três décadas.
  • O governo dos EUA realizou uma campanha diplomática para aumentar a oposição e as abstenções.
  • O enviado dos EUA à ONU, Mike Waltz, anunciou a expulsão do diplomata cubano Richard Tur de la Concepción após um incidente no plenário.

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, pelo 34º ano consecutivo, uma resolução que exige o fim do embargo econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba. O resultado da votação foi de 130 votos a favor, 17 contra e 25 abstenções. Apesar da aprovação, o cenário diplomático registrou uma mudança significativa em relação aos anos anteriores, com uma redução expressiva no apoio à medida, que no ano passado contou com mais de 160 votos favoráveis.

Analistas apontam que a queda no suporte internacional é reflexo direto de uma intensa campanha de pressão exercida por Washington junto a seus aliados. O governo dos Estados Unidos, sob a gestão do presidente Donald Trump, tem mantido uma postura de endurecimento das sanções, o que, segundo autoridades cubanas, tem agravado a crise econômica e o colapso da infraestrutura elétrica na ilha. Durante a sessão, o enviado dos EUA à ONU, Mike Waltz, anunciou a expulsão do diplomata cubano Richard Tur de la Concepción, citando um incidente ocorrido no plenário.

O Brasil manteve seu posicionamento histórico ao votar favoravelmente à resolução, alinhando-se à maioria dos países que defendem o fim das restrições comerciais. O embargo, que vigora desde 1960 como resposta à revolução cubana de 1959, permanece como um dos pontos de maior tensão nas relações diplomáticas no continente americano. O aumento no número de abstenções e votos contrários é visto como um desdobramento da estratégia de influência norte-americana no cenário multilateral.

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