As relações entre EUA e Cuba, historicamente tensas, viram uma retomada de negociações em março de 2026 entre os presidentes Donald Trump e Miguel Díaz-Canel, em meio à grave crise econômica cubana. Houve uma flexibilização notável com a autorização dos EUA para um petroleiro russo entregar combustível a Cuba e a libertação de mais de 2.000 detentos por Cuba. Apesar dos avanços, Díaz-Canel reitera a soberania cubana e critica o embargo americano, descartando mudanças governamentais sob pressão externa.
As relações entre os Estados Unidos e Cuba são historicamente marcadas por tensões, sanções e atritos diplomáticos. Em março de 2026, o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, confirmaram a retomada de negociações bilaterais. Essas conversas visam buscar soluções para as diferenças entre os dois países, em um momento em que Cuba enfrenta uma severa crise econômica, agravada pela escassez de combustível. Uma flexibilização notável ocorreu no final de março de 2026, quando os EUA autorizaram a chegada de um petroleiro russo com petróleo bruto para Cuba, sinalizando uma mudança na política de bloqueio de fato ao envio de combustível. Em um desenvolvimento mais recente, em abril de 2026, Cuba anunciou a libertação de mais de 2.000 detentos, um gesto descrito como humanitário e soberano, que ocorre em meio às negociações com Washington e à crescente pressão dos EUA. No entanto, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, descartou a necessidade de quaisquer mudanças no governo de Cuba, afirmando que a liderança cubana não é eleita pelo governo dos EUA e que o país é um "Estado soberano livre" com autodeterminação. Ele também criticou o embargo dos EUA, declarando que o governo americano "não tem qualquer moral para exigir nada de Cuba", e enfatizou a disposição de lutar e resistir em caso de agressão.
A relação entre os Estados Unidos e Cuba tem sido complexa por décadas, caracterizada por um longo período de sanções econômicas e isolamento diplomático imposto pelos EUA. Em 2026, em meio a uma das piores crises econômicas de Cuba, que inclui interrupções no fornecimento de petróleo importado e consequentes apagões, ambos os países sinalizaram um possível avanço. O presidente Trump indicou que um acordo poderia ser alcançado ou que outras medidas seriam tomadas, embora tenha priorizado a situação com o Irã. Por sua vez, o presidente Díaz-Canel confirmou as conversas, expressando a esperança de que elas afastem os dois países do caminho da confrontação. Apesar do diálogo renovado, persistem diferenças significativas, com os EUA buscando concessões políticas e econômicas de Havana, enquanto Cuba defende a independência da ilha. No final de março de 2026, houve uma flexibilização significativa na política dos EUA em relação ao envio de combustível para Cuba. Após ter imposto um bloqueio de fato aos embarques de petróleo desde janeiro, o governo americano autorizou a passagem de um petroleiro russo carregado com petróleo bruto, com o presidente Trump declarando não ter "nenhum problema" com o envio de petróleo para a ilha. Essa autorização, que permitiu a chegada do navio Anatoly Kolodkin, representa uma reversão da postura anterior e uma medida de alívio para a crise energética cubana.
Em um aparente gesto de boa vontade ou sob pressão crescente, Cuba anunciou em 3 de abril de 2026 a libertação de mais de 2.000 detentos, a segunda vez no ano que o governo comunista concede um indulto em meio às conversas com a administração Trump. O jornal estatal cubano Granma descreveu a medida como um "gesto humanitário e soberano". A decisão exclui criminosos por assassinato, crimes relacionados a medicamentos, pedofilia e "crimes contra a autoridade". Embora o governo cubano negue consistentemente tomar decisões sob pressão externa, o anúncio coincide com a campanha de pressão mais intensa aplicada por Washington em décadas. Grupos de direitos humanos, alguns financiados pelo governo dos EUA, afirmam que Cuba mantém centenas de presos políticos e pedem transparência no processo de libertação, embora Cuba negue a existência de presos políticos, alegando que os detidos em protestos cometeram crimes comuns. Este anúncio ocorre um dia após o principal diplomata cubano em Washington convidar publicamente o governo dos EUA a ajudar a reformar a economia debilitada de Cuba como parte das negociações em andamento. Anteriormente, no início de março, Cuba já havia libertado 51 presos em um acordo com o Vaticano.
Em 12 de abril de 2026, o presidente Miguel Díaz-Canel descartou a necessidade de quaisquer mudanças no governo de Cuba, apesar da pressão dos Estados Unidos. Em entrevista à NBC News, Canel afirmou que a liderança cubana não é eleita pelo governo dos EUA e que Cuba é um "Estado soberano livre" com autodeterminação e independência. Ele criticou o embargo dos EUA, declarando que o governo americano "não tem qualquer moral para exigir nada de Cuba" e que os líderes cubanos são eleitos com base na participação popular. Díaz-Canel também declarou que, em caso de uma eventual agressão dos EUA, haverá luta e resistência, e que os cubanos estão dispostos a "morrer pela pátria".
29 de abr, 2026
29 de abr, 2026
27 de abr, 2026
22 de abr, 2026
20 de abr, 2026