Visão geral
A 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (UNGA 81) é a sessão anual ordinária do principal órgão deliberativo da ONU, que reúne os 193 Estados-membros para debater questões globais, adotar resoluções e promover a cooperação internacional. Iniciada em 8 de setembro de 2026 e prevista para encerrar em 7 de setembro de 2027, a sessão ocorre em Nova Iorque sob a presidência de Khalilur Rahman, de Bangladesh, e tem como tema central “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas”. Ela marca o último ano de mandato do secretário-geral António Guterres e ocorre em um contexto de conflitos armados, crises climáticas, desigualdades e desafios à confiança no multilateralismo.
Contexto e antecedentes
A Assembleia Geral da ONU é o órgão mais representativo da organização, criado pela Carta das Nações Unidas em 1945. Cada sessão anual começa em setembro e permite que chefes de Estado e de governo apresentem suas posições sobre temas internacionais. A 81.ª sessão sucede a 80.ª, presidida por Annalena Baerbock (Alemanha), e sucede a um período marcado por guerras, emergências climáticas e erosão da confiança nas instituições multilaterais.
Presidente da sessão
Khalilur Rahman, ex-ministro das Relações Exteriores de Bangladesh, foi eleito presidente da 81.ª sessão em junho de 2026. Ele sucedeu Annalena Baerbock e assumiu o cargo durante a abertura formal em 8 de setembro de 2026. Rahman enfatizou a necessidade de adaptar a ONU ao mundo atual, com foco em paz, desenvolvimento sustentável e inclusão.
Tema e prioridades
O tema oficial da sessão é “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas”. O programa do presidente é organizado em seis pilares interligados que abrangem paz e segurança, desenvolvimento sustentável (com destaque para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), ação climática, direitos humanos e fortalecimento do multilateralismo. A sessão também coincide com a corrida pela sucessão de Guterres, cujo mandato termina em dezembro de 2026.
Linha do tempo
- 2 de junho de 2026: Eleição de Khalilur Rahman como presidente da 81.ª sessão.
- 8 de setembro de 2026: Abertura formal da 81.ª sessão na sede da ONU em Nova Iorque, com posse de Rahman.
- 18 de setembro de 2026: Momento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (SDG Moment).
- 22 a 28 de setembro de 2026: Debate Geral de alto nível, com discursos de líderes mundiais.
- 23 de setembro de 2026: Reuniões de alto nível sobre o 40.º aniversário da Declaração sobre o Direito ao Desenvolvimento e sobre ação climática e transição justa.
- 24 de setembro de 2026: Reunião de alto nível sobre ameaças existenciais do aumento do nível do mar.
- 25 de setembro de 2026: Reunião de alto nível sobre prevenção, preparação e resposta a pandemias.
- 28 de setembro de 2026: Reunião de alto nível sobre o 25.º aniversário da Declaração de Durban.
- 29 de setembro de 2026: Reunião plenária de alto nível sobre a eliminação total de armas nucleares.
Debate Geral
O Debate Geral, principal evento da Semana de Alto Nível, ocorre de 22 a 26 de setembro e em 28 de setembro de 2026. Líderes dos 193 Estados-membros discursam sobre desafios globais. O Brasil tradicionalmente abre os trabalhos, seguido pelos Estados Unidos. Entre os participantes confirmados estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) e o presidente Donald Trump (Estados Unidos). A Assembleia Geral aprovou resolução permitindo participação da Palestina por meio de mensagem pré-gravada devido a restrições de visto.
Principais eventos de alto nível
Além do Debate Geral, a sessão inclui reuniões de alto nível sobre temas como desenvolvimento sustentável, clima, pandemias, direitos humanos, justiça racial e desarmamento nuclear. Esses eventos visam impulsionar ações coletivas e revitalizar a cooperação global.
Participação brasileira
O Brasil participa ativamente da Assembleia Geral desde sua fundação e tradicionalmente discursa primeiro no Debate Geral. Em 2026, o país é representado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve abordar temas como democracia, ação climática, saúde global e multilateralismo.
