EUA avaliam endurecer restrições de viagem a autoridades cubanas
Governo Trump estuda limitar deslocamentos de diplomatas cubanos em Nova York durante votações na ONU sobre o embargo econômico ao país.
Pontos principais
- Washington planeja controles mais rígidos para autoridades cubanas que visitam a sede da ONU.
- Diplomatas de Cuba já possuem circulação restrita a um raio de 40 km em Nova York.
- O chanceler Bruno Rodríguez classificou as sanções como punição coletiva e bloqueio naval.
- Cuba enfrenta colapsos frequentes na rede elétrica atribuídos pelo governo local às sanções americanas.
- Novas penalidades econômicas restringem negócios entre empresas dos EUA e estatais cubanas.
O governo do presidente Donald Trump estuda implementar restrições mais severas de viagem para autoridades cubanas que participam de atividades na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. A medida visa controlar o acesso de diplomatas durante a votação anual sobre o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos à ilha. Atualmente, os representantes cubanos já enfrentam limitações de deslocamento, sendo restritos a um raio de 40 quilômetros do prédio das Nações Unidas devido à designação de Cuba como patrocinadora estatal do terrorismo.
O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, criticou duramente as movimentações americanas, classificando-as como uma forma de punição coletiva. Rodríguez também afirmou que o bloqueio energético imposto pelos EUA em janeiro tem provocado colapsos frequentes na rede elétrica do país, prejudicando serviços básicos para a população. Além das restrições de viagem, o governo americano mantém sanções econômicas que limitam transações comerciais entre empresas dos EUA e estatais cubanas, intensificando a pressão diplomática sobre Havana.
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