Cuba reporta prejuízo recorde de US$ 8 bilhões com embargo dos EUA
O governo cubano afirma que o embargo americano causou prejuízo recorde de US$ 8 bilhões e nega qualquer negociação diplomática com Washington.
Pontos principais
- O prejuízo de US$ 8,1 bilhões registrado entre 2025 e 2026 representa um aumento de 7% em relação ao período anterior.
- O chanceler Bruno Rodríguez classificou o embargo como um bloqueio genocida que agrava a crise energética e sanitária na ilha.
- O governo de Cuba nega a existência de negociações ou agendas de conversas em curso com os Estados Unidos.
- Dados oficiais indicam que a taxa de mortalidade infantil no país subiu de 4 para 9,9 a cada mil nascimentos desde 2018.
- A ONU classificou as sanções e o cerco energético impostos à ilha como violações do direito internacional.
O governo de Cuba reportou um prejuízo recorde de US$ 8,1 bilhões entre março de 2025 e fevereiro de 2026, atribuído ao embargo econômico imposto pelos Estados Unidos. O chanceler Bruno Rodríguez classificou a medida como um bloqueio genocida, afirmando que as restrições, intensificadas sob a gestão do presidente Donald Trump, têm agravado severamente a crise energética e sanitária na ilha. Segundo o governo cubano, a falta de combustíveis e recursos básicos tem resultado em apagões prolongados e no aumento de doenças intestinais devido à precariedade do saneamento.
Em meio ao cenário de crise, Rodríguez descartou a possibilidade de normalização das relações diplomáticas, declarando que não existem negociações ou agendas de conversas em curso com Washington. Embora Havana mantenha contato com o Departamento de Estado americano, o governo cubano rejeita a classificação de crise humanitária interna, focando a responsabilidade dos problemas econômicos e sociais nas sanções externas.
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