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Empresários esperam ajuste fiscal no novo mandato de Lula

No Brasil, após a reeleição de Lula, empresários e CEOs dizem que o ajuste fiscal é condição para a queda dos juros e pedem a regulamentação de temas pendentes.

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Foto: InvestNews
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26/10 às 13:15, atualizado 15:33

Pontos principais

  • Lula foi reeleito por cerca de 4,5 milhões de votos, em um quarto mandato inédito.
  • Frederico Trajano, CEO do Magalu: “Reeleito, o presidente Lula terá de reprogramar os gastos públicos para reduzir os juros.”
  • Belmiro Gomes, CEO do Assaí: “Responsabilidade fiscal e controle da inflação são fundamentais para permitir uma queda sustentável dos juros.”
  • Wilson Poit, da Poit Energia, diz que a campanha ampliou promessas que demandam gastos e só piorariam o quadro fiscal.
  • Para a CBIC, a regulamentação da escala 5x2 e o calendário da reforma tributária são os temas mais urgentes; a mudança de jornada deve elevar em cerca de 10% o custo da mão de obra na construção.
  • O IDV alerta que varejistas e distribuidoras terão de divulgar tabelas de preço e formar estoques para o início do ano, a cerca de 60 dias, sem saber qual será a alíquota da reforma tributária.
  • O IDV seguirá pressionando por isonomia tributária para a indústria nacional, depois que o governo extinguiu a taxa das blusinhas na campanha.
  • Paula Harraca, CEO da Ânima Educação, diz que a educação “precisa ser uma Política de Estado”, e não apenas um plano de governo.
  • Um empresário que pediu para não ser identificado diz que muitos colegas deixaram de ir a Brasília por “ranço” com Lula e Haddad.

No Brasil, após a reeleição de Lula, empresários e CEOs esperam que o novo governo faça um plano de austeridade fiscal, condição, na visão deles, para os juros caírem. O diálogo com o setor privado deve passar pelas associações de classe e institutos setoriais, segundo Frederico Trajano, do Magalu, para evitar o capitalismo de compadrio.

No curto prazo, a regulamentação da nova jornada de trabalho e o calendário da reforma tributária podem escorregar para o ano que vem. Entre os que mantiveram o diálogo com o governo, alguns encontros tiveram efeito, mas temporário.

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