Zanin prorroga votação até as 19h em todo o Brasil
O ministro do STF Cristiano Zanin determinou a extensão do horário de votação em todo o território nacional até as 19h deste domingo, 25 de outubro.
Pontos principais
- A decisão foi tomada pelo ministro Cristiano Zanin na Reclamação 101.673/BA.
- O horário de votação foi estendido em duas horas, encerrando-se às 19h (horário de Brasília).
- A medida abrange todas as seções eleitorais do país.
- O ministro justificou a urgência devido à gravidade de denúncias sobre transporte público insuficiente.
- A ação foi ajuizada pela Coligação Brasil Pronto Pra Mais contra municípios baianos.
- O TSE suspendeu a totalização dos resultados após a determinação do STF.
- A decisão possui força de mandado e ofício para cumprimento imediato pelo TSE.
- Especialistas e ministros do TSE apontaram dificuldades logísticas na execução da medida.
- A prorrogação causou confusão em locais onde a apuração já havia sido iniciada.
- Esta é uma decisão inédita desde a implementação da urna eletrônica em 1994.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, determinou neste domingo, 25 de outubro de 2026, a prorrogação do horário de votação em todo o território nacional até as 19h. A decisão foi proferida no âmbito da Reclamação 101.673/BA, ajuizada pela Coligação Brasil Pronto Pra Mais, que alegava descumprimento da ADPF 1.013/DF referente à insuficiência de transporte público para o deslocamento de eleitores em cidades da Bahia. Ao analisar o pedido, Zanin considerou que a gravidade dos fatos, levados ao conhecimento do tribunal às 16h32, justificava a medida excepcional de abrangência nacional.
A determinação do ministro possui força de mandado e ofício, exigindo que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assegurasse o funcionamento das seções eleitorais por duas horas adicionais além do horário originalmente previsto. Em resposta imediata à ordem judicial, o TSE suspendeu a totalização dos resultados das eleições. A medida gerou um cenário de incerteza operacional, uma vez que diversas seções eleitorais pelo país já haviam encerrado o recebimento de votos e iniciado os procedimentos de apuração pouco depois das 17h.
A decisão de Zanin provocou reações imediatas entre autoridades e especialistas. Ministros do TSE manifestaram insatisfação com a medida, classificando-a como uma interferência nas atribuições da Justiça Eleitoral. Paralelamente, especialistas em direito eleitoral apontaram que a extensão do prazo em todo o país seria tecnicamente inexequível em diversas localidades, dado o estágio avançado dos trabalhos de encerramento das urnas e a logística de transmissão de dados já em curso.
O episódio marca um precedente inédito desde a adoção da urna eletrônica no Brasil, em 1994. Embora pedidos de extensão de horário tenham sido apresentados em pleitos anteriores, a determinação de uma prorrogação nacional em pleno dia de votação não possui histórico similar. Políticos e aliados, incluindo o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, criticaram a decisão, enquanto o Ministério Público Eleitoral havia se manifestado contrariamente à extensão do horário antes da decisão final do ministro.
Até o momento, o TSE trabalha para adequar o cronograma de apuração à nova realidade imposta pela decisão do STF. A paralisação da totalização dos votos mantém o país em compasso de espera enquanto as seções eleitorais tentam retomar o fluxo de votação até o novo limite estabelecido. O impacto da medida no resultado final e na logística de segurança das urnas permanece como o principal ponto de atenção das autoridades eleitorais nas próximas horas.
