Durigan defende responsabilidade fiscal em medidas da campanha de Lula
Ministro da Fazenda afirma que propostas econômicas de Lula respeitam limites fiscais e não preveem expansão de gastos públicos.
Pontos principais
- Dario Durigan assegurou que medidas como subsídios e reajustes do Bolsa Família seguem a responsabilidade fiscal.
- Governo projeta alcançar superávit primário de 1,3% do PIB até 2030.
- Impacto fiscal total das promessas de campanha é estimado em R$ 74,6 bilhões.
- Propostas como o Pé-de-Meia Universitário ainda aguardam definições de impacto orçamentário.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que as medidas econômicas apresentadas durante a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão alinhadas com a responsabilidade fiscal. Segundo o ministro, iniciativas como o reajuste do Bolsa Família e a gestão de subsídios não representam uma expansão descontrolada de gastos, mantendo o compromisso do governo com o equilíbrio das contas públicas. Durigan destacou que a gestão atual apresenta resultados primários superiores aos do governo anterior e reafirmou a meta de atingir um superávit primário de 1,3% do PIB até 2030.
Apesar da defesa da equipe econômica, o governo enfrenta o desafio de viabilizar promessas como a expansão do programa Pé-de-Meia para universitários e o Pix MEI, cujos impactos fiscais ainda estão sob análise. Com um custo total estimado em R$ 74,6 bilhões para as propostas de campanha, a administração federal precisará articular com um Congresso de perfil majoritariamente de centro e centro-direita para garantir a viabilidade orçamentária de seus projetos no quarto mandato.
