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Moraes bloqueia R$ 6 bilhões de advogado ligado a Flávio Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes determinou o bloqueio de R$ 6 bilhões e o cancelamento dos passaportes do advogado Willer Tomaz, investigado por lavagem de dinheiro.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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23/10 às 21:45, atualizado 24/10 às 00:31

Pontos principais

  • O ministro Alexandre de Moraes ordenou o bloqueio de até R$ 6 bilhões de Willer Tomaz.
  • A decisão inclui a suspensão dos passaportes e a paralisação das atividades empresariais do advogado.
  • Investigações da Polícia Federal apontam suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo a empresa Alcazar Holdings.
  • E-mails sugerem que o senador Flávio Bolsonaro teria acesso como 'usuário master' a contas vinculadas ao advogado.
  • A quebra de sigilos bancário, fiscal e cambial foi decretada para a holding de Tomaz.
  • A defesa de Willer Tomaz classificou as medidas como desproporcionais e negou irregularidades.
  • O advogado também é alvo de apurações sobre descontos indevidos em aposentadorias do INSS.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz, além da suspensão de seus passaportes e a paralisação de suas atividades econômicas. A decisão ocorre no âmbito de um inquérito que investiga a participação do advogado em esquemas de lavagem de dinheiro, incluindo movimentações financeiras ligadas à empresa Alcazar Holdings. A Polícia Federal aponta que o senador Flávio Bolsonaro teria sido cadastrado como 'usuário master' em contas da companhia, o que, segundo investigadores, indicaria acesso operacional e possível vínculo societário.

As medidas cautelares também abrangem a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial de Tomaz e de sua holding, com a exigência de envio de dados financeiros em prazo de 24 horas. A investigação ganhou tração após a identificação de e-mails entre a secretária do advogado e funcionários bancários, além de suspeitas relacionadas à Operação Sem Desconto, que apura fraudes em aposentadorias do INSS. Em contrapartida, a defesa de Willer Tomaz classificou as determinações do ministro como desproporcionais e negou que o senador tenha movimentado recursos nas contas sob investigação.

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