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PF aponta indícios de que Willer Tomaz pagou para remover notícias sobre Flávio

No Brasil, relatório da PF no inquérito do STF aponta indícios de que o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, contratou e pagou empresa para desindexar do Google 12 links com notícias sobre ele.

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Foto: G1 Política
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20/10 às 23:15, atualizado 21/10 às 00:01

Pontos principais

  • A planilha apreendida pela PF lista 12 links com notícias sobre Willer Tomaz, marcados como removidos pela empresa.
  • Mensagens de outubro de 2025 propõem R$ 1 mil por link, R$ 12 mil no total, e fixam R$ 9 mil com desconto, porque um link cobrado antes por R$ 3 mil teria voltado a aparecer.
  • Um título da planilha diz que Flávio Bolsonaro 'frequenta cassinos e se reúne com operadoras em Las Vegas'; outro trata de uma 'briga por mansão milionária' envolvendo o advogado.
  • O inquérito no STF apura se Tomaz e Flávio Bolsonaro participaram de suposto esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro por meio de bets.
  • A PF diz que Tomaz está 'no centro de uma rede' de empresas, familiares, plataformas de apostas, agentes políticos e interlocutores em órgãos públicos.

Segundo relatório da Polícia Federal no inquérito do STF, os 'elementos analisados indicam' que o advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, 'teria contratado e remunerado um terceiro' para desindexar do Google notícias sobre ele. As mensagens vêm de um contato identificado como 'Seu Nome Novo de Novo', empresa que promete 'proteger a reputação digital', e foram encontradas no celular do advogado.

A defesa de Tomaz, em nota, diz que a medida foi 'uma ação judicial contra o Google para desindexar conteúdos antigos e desatualizados' e que ele 'jamais buscou desvincular sua imagem da de Flávio Bolsonaro'. O inquérito, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, tramita no Supremo Tribunal Federal, em Brasília.

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