Flávio Bolsonaro nega privatizações e promete investimentos no Sul
Em debate, o senador Flávio Bolsonaro descartou a venda de estatais como Caixa e Petrobras, prometendo reajustes para aposentados e obras no Sul.
Pontos principais
- Flávio Bolsonaro negou planos de privatizar a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e a Petrobras.
- O candidato classificou as acusações de privatização como 'fake news' durante o debate na TV Globo.
- O senador prometeu realizar reajustes nas aposentadorias acima da inflação, alinhados ao salário mínimo.
- Houve promessa de investimentos específicos em rodovias de Santa Catarina e ações para o Rio Grande do Sul.
- Lula e Flávio Bolsonaro debateram propostas econômicas em um cenário de empate técnico nas pesquisas.
- O debate foi mediado por César Tralli e transmitido pela TV Globo, GloboNews e g1.
- Lula questionou a postura do adversário sobre o endividamento das famílias e a gestão de bancos públicos.
- Flávio Bolsonaro propôs transformar a Caixa no 'Banco da Prosperidade' para apoiar empreendedores.
- O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 está marcado para este domingo, 25 de outubro.
Durante o último debate presidencial antes do segundo turno das eleições de 2026, realizado pela TV Globo, o senador Flávio Bolsonaro buscou dissipar preocupações sobre sua agenda econômica. O candidato negou categoricamente qualquer intenção de privatizar empresas estratégicas como a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e a Petrobras. Bolsonaro classificou as alegações de que venderia esses ativos como 'fake news', reforçando seu compromisso com a manutenção do controle estatal sobre essas instituições.
Além de abordar a estrutura das estatais, o senador apresentou propostas voltadas ao bem-estar social e ao desenvolvimento regional. Ele se comprometeu a garantir que os reajustes das aposentadorias sejam realizados acima da inflação, mantendo a paridade com o salário mínimo. No âmbito regional, o candidato prometeu um pacote de investimentos focado na Região Sul, com destaque para a melhoria de rodovias em Santa Catarina e ações de recuperação e infraestrutura para o Rio Grande do Sul.
O debate, mediado pelo jornalista César Tralli, também serviu como palco para o confronto direto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Enquanto Bolsonaro defendia a transformação da Caixa em um 'Banco da Prosperidade' para fomentar o empreendedorismo nas periferias, Lula questionou a viabilidade das propostas e a coerência do histórico político do adversário. O presidente defendeu a continuidade de seus programas sociais e criticou a gestão econômica proposta pelo oponente.
O encontro ocorreu em um momento decisivo da campanha, com as pesquisas de intenção de voto apontando um empate técnico entre os dois candidatos. A troca de acusações sobre temas como segurança pública, saúde e educação marcou o evento, que é considerado crucial para a definição do eleitorado indeciso. Com o pleito agendado para este domingo, 25 de outubro, as campanhas intensificam suas agendas para consolidar o apoio popular.
Este debate na TV Globo encerra o ciclo de confrontos televisionados, deixando claro os modelos econômicos distintos que os candidatos oferecem ao país. Enquanto o governo atual aposta na manutenção das estatais e na ampliação de programas de transferência de renda, a oposição busca se posicionar como uma alternativa de gestão focada na eficiência e no suporte ao setor produtivo. A expectativa agora se volta para as urnas, que decidirão o futuro da administração federal pelos próximos quatro anos.
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