Lula e Flávio Bolsonaro debatem salário mínimo e economia na Globo
Candidatos à presidência confrontaram propostas para o salário mínimo e políticas econômicas no último debate antes do segundo turno das eleições.
Pontos principais
- O debate foi realizado pela TV Globo na sexta-feira (23) e mediado por César Tralli.
- Lula e Flávio Bolsonaro discutiram o reajuste do salário mínimo com foco regional, incluindo o Sudeste.
- Lula defendeu a política de valorização do salário mínimo acima da inflação.
- Flávio Bolsonaro criticou o atual poder de compra da população e a gestão econômica do governo.
- O senador propôs um plano de corte de gastos, mas negou desvincular benefícios como a Previdência do salário mínimo.
- Economistas apontam dificuldades em conciliar a meta de economia de R$ 250 bilhões com a manutenção de reajustes.
- O encontro incluiu discussões sobre endividamento, segurança pública e trocas de acusações judiciais.
- O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 está marcado para este domingo (25).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro realizaram, na última sexta-feira (23), o derradeiro debate presidencial antes do segundo turno das eleições de 2026. Transmitido pela TV Globo e mediado pelo jornalista César Tralli, o encontro foi marcado por um tom de confronto direto, com os candidatos trocando acusações sobre trajetórias políticas, casos judiciais e a condução da economia nacional.
Um dos eixos centrais da discussão foi a política de valorização do salário mínimo. Lula reiterou a importância de manter reajustes acima da inflação para garantir o poder de compra dos trabalhadores, enquanto Flávio Bolsonaro contestou a eficácia das medidas econômicas atuais. O debate avançou para questões regionais, com questionamentos específicos sobre o impacto das políticas de renda e emprego nas regiões Sudeste e Nordeste.
No campo das propostas, Flávio Bolsonaro defendeu um plano de corte de gastos públicos como pilar de sua plataforma econômica. O senador, contudo, negou intenções de desvincular benefícios sociais, como a Previdência e o BPC, do salário mínimo, após repercussões negativas sobre o tema. Em contrapartida, especialistas ouvidos pela imprensa destacaram a complexidade de conciliar a promessa de uma economia de R$ 250 bilhões com a manutenção dos reajustes reais dos benefícios previdenciários.
Além da pauta econômica, o debate foi permeado por momentos de tensão e trocas de ataques pessoais. Os candidatos discutiram temas como segurança pública, endividamento das famílias e o uso de programas como o Desenrola. Houve ainda menções a episódios controversos, como o caso Ana Clara e provocações sobre a trajetória pessoal dos postulantes ao cargo, mantendo o clima de polarização que marcou a reta final da campanha.
O evento encerrou o ciclo de debates do segundo turno, servindo como a última oportunidade para os candidatos apresentarem suas visões de país antes da votação. Com o pleito agendado para este domingo (25), o foco agora se volta para a mobilização final dos eleitores e a expectativa sobre os resultados que definirão o próximo presidente da República.
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