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Fed eleva juros dos EUA para até 4% e sinaliza novas altas

O Federal Reserve subiu a taxa básica em 0,25 ponto percentual, atingindo o intervalo de 3,75% a 4%, sob a gestão de Kevin Warsh.

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Foto: G1 - Economia
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16/09 às 08:15, atualizado 19:02

Pontos principais

  • O Federal Reserve elevou a taxa de juros dos EUA em 0,25 ponto percentual, atingindo o intervalo de 3,75% a 4%.
  • A decisão foi unânime entre os membros do FOMC, marcando a primeira mudança sob a gestão de Kevin Warsh.
  • Projeções do 'dot plot' indicam que 16 integrantes do Fed preveem pelo menos mais uma alta de juros ainda em 2026.
  • O mercado financeiro reagiu com queda nas bolsas de Nova York e alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro de 10 anos.
  • No Brasil, o Ibovespa recuou 0,51% no dia, fechando aos 185.547,66 pontos, enquanto o dólar ficou estável a R$ 5,15.
  • Investidores monitoram a decisão do Copom, com expectativa de corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic.

O Federal Reserve elevou a taxa básica de juros dos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual, estabelecendo o novo intervalo entre 3,75% e 4%. A decisão, tomada de forma unânime pelo Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), representa o primeiro movimento de política monetária sob a presidência de Kevin Warsh. O comunicado oficial destacou que a inflação subjacente permanece acima da meta desejada, justificando a necessidade de manter uma postura restritiva para conter a pressão sobre os preços.

As projeções econômicas divulgadas pelo banco central americano, conhecidas como 'dot plot', sinalizam um cenário de cautela prolongada. Cerca de 16 integrantes do Fed indicaram a expectativa de pelo menos mais uma elevação nos juros ainda em 2026. Essa sinalização impactou imediatamente os mercados globais, resultando em quedas nas bolsas de Nova York e em uma valorização dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano de 10 anos, ativos frequentemente utilizados como benchmark para o custo de capital global.

No Brasil, o mercado financeiro reagiu com volatilidade durante a chamada 'Superquarta', dia em que o Copom também se reúne para definir a trajetória da taxa Selic. O Ibovespa encerrou o pregão com queda de 0,51%, aos 185.547,66 pontos, pressionado pela cautela com o cenário externo e por incertezas institucionais internas. O dólar manteve-se estável, cotado a R$ 5,15. Analistas apontam que a manutenção de juros elevados nos Estados Unidos limita o fluxo de capital estrangeiro para mercados emergentes, aumentando a pressão sobre ativos de risco brasileiros diante da expectativa de um corte de 0,25 ponto percentual na Selic.

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