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Ibovespa recua 0,93% com cautela sobre tarifas dos EUA e rotação global

O Ibovespa fechou em queda pressionado por incertezas comerciais com os EUA, rotação de capital para tecnologia e desempenho negativo de commodities.

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Foto: G1 - Economia
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06/07 às 08:15 · atualizado 18:02

Pontos principais

  • O Ibovespa encerrou o pregão aos 172.447 pontos, registrando uma queda de 0,93%.
  • Investidores monitoram audiências públicas nos EUA sobre a possível imposição de tarifas de até 25% a produtos brasileiros.
  • Ações de commodities, como Vale e Petrobras, sofreram pressão, enquanto o setor de tecnologia atrai capital global.
  • O mercado aguarda a divulgação da ata do Federal Reserve e do IPCA de junho no Brasil para definir novas estratégias.
  • A proximidade das eleições brasileiras gera volatilidade e receios sobre a política fiscal a partir de 2027.
  • O dólar apresentou leve alta, cotado a R$ 5,18, refletindo a cautela com o cenário comercial externo.
  • O Boletim Focus indicou redução na projeção de inflação para 2026, embora as expectativas para 2027 tenham piorado.

O mercado financeiro brasileiro iniciou a semana sob pressão, com o Ibovespa fechando em queda de 0,93%, aos 172.447 pontos. O movimento de desvalorização reflete um cenário de cautela global, intensificado pela abertura de audiências públicas nos Estados Unidos sobre a possível imposição de tarifas de até 25% sobre produtos brasileiros, sob a Seção 301. Representantes da indústria e do agronegócio buscam reverter a medida, enquanto o mercado aguarda negociações de alto nível entre os dois países, previstas para meados de julho. Além do risco comercial, o desempenho da bolsa brasileira foi afetado por uma rotação de carteiras globais, com investidores migrando capital para empresas de tecnologia e inteligência artificial, o que reduziu o interesse em mercados emergentes e ativos de commodities. A Petrobras, em particular, enfrentou pressão adicional devido a incertezas sobre sua política de dividendos, enquanto o recuo do petróleo no mercado internacional, influenciado pelo aumento da produção da Opep+, também pesou sobre o índice. No campo macroeconômico, o mercado mantém foco na agenda da semana, que inclui a divulgação da ata do Federal Reserve e o IPCA de junho no Brasil. Embora o Boletim Focus tenha trazido uma leve melhora nas expectativas de inflação para 2026, a percepção de risco fiscal relacionada ao ciclo eleitoral brasileiro e as projeções para 2027 continuam a limitar o otimismo dos investidores. O dólar acompanhou o clima de cautela, operando em leve alta e sendo negociado na casa dos R$ 5,18, refletindo a valorização da moeda norte-americana no cenário global e a busca por proteção diante das incertezas externas.

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