Juros futuros sobem com sanções dos EUA ao Irã e incerteza eleitoral
Mercado reage a sanções contra o Irã e cenário eleitoral brasileiro, com alta nos juros futuros e cautela no Ibovespa.
Pontos principais
- Juros futuros na B3 renovaram máximas com contratos de 2029 e 2031 em alta.
- Preço do petróleo acima de US$ 90 e sanções dos EUA ao Irã pressionam a curva de juros.
- Mercado mantém precificação de corte de 0,25 ponto porcentual na Selic em setembro.
- Pesquisas eleitorais indicam empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro.
- Ibovespa futuro recua 0,42% e dólar opera em alta de 0,18%.
O mercado financeiro brasileiro opera sob pressão nesta segunda-feira, refletindo a combinação de incertezas geopolíticas e domésticas. A curva de juros futuros na B3 renovou máximas intradia, com destaque para os contratos de DI para janeiro de 2029 e 2031, impulsionados pela escalada do preço do petróleo acima de US$ 90 e pelo anúncio de novas sanções econômicas dos Estados Unidos contra o Irã, que serão detalhadas pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent. Apesar da volatilidade, o mercado mantém a precificação de um corte de 0,25 ponto porcentual na taxa Selic para a reunião de setembro.
No cenário doméstico, a cautela dos investidores é amplificada pelo quadro eleitoral, após pesquisas indicarem um empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Esse ambiente de incerteza política contribui para o recuo de 0,42% no Ibovespa futuro e a valorização de 0,18% no dólar. Enquanto monitora esses desdobramentos, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, cumpre agenda na Febraban Tech e participa de reuniões do Conselho Monetário Nacional, buscando sinalizar estabilidade em meio ao cenário de pressão externa.
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