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Governo reforça efetivo da PF em investigações de corrupção

Medida ocorre em meio a tensões institucionais entre o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o ministro do STF André Mendonça.

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Foto: G1 Política
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06/08 às 17:45 · atualizado 07/08 às 00:32

Pontos principais

  • O governo federal anunciou o aumento do número de policiais dedicados a investigações de corrupção.
  • O reforço será composto majoritariamente por novos agentes que estão em fase de formação.
  • A decisão surge em um cenário de atrito entre a cúpula da PF e o ministro André Mendonça, relator de casos sensíveis no STF.
  • Superintendentes da PF emitiram nota em apoio à independência da corporação diante de decisões do gabinete de Mendonça.

O governo federal anunciou o reforço do efetivo da Polícia Federal voltado para investigações de corrupção. A medida, que contará majoritariamente com novos agentes em fase de formação, ocorre em um momento de acentuada tensão entre o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. O clima de desconfiança mútua tem marcado o andamento de inquéritos de alta relevância, como os casos Banco Master e as fraudes no INSS, dos quais Mendonça é relator.

A cúpula da PF tem interpretado as decisões do ministro, como a restrição ao compartilhamento de dados e a exigência de acesso a materiais brutos de apuração, como uma interferência indevida na autonomia investigativa. Em resposta, 27 superintendentes regionais da corporação assinaram uma nota pública em defesa de Andrei Rodrigues e da independência institucional da PF. O cenário é agravado por suspeitas do gabinete de Mendonça de que a direção da polícia estaria repassando informações privilegiadas ao governo, enquanto a PF busca evitar que novos inquéritos sobre tráfico de influência fiquem automaticamente sob a relatoria do ministro.

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