Pesquisa aponta ceticismo sobre influência de Flávio Bolsonaro junto a Trump
Levantamento da Quaest indica que 58% dos brasileiros não acreditam que o senador consiga reverter as tarifas de 25% impostas pelos EUA ao Brasil.
Pontos principais
- Os Estados Unidos oficializaram uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, com vigência a partir de 22 de julho.
- Pesquisa Quaest mostra que 58% dos entrevistados duvidam da capacidade de Flávio Bolsonaro em negociar a reversão das tarifas.
- Cerca de 51% dos brasileiros acreditam na versão de Lula de que o senador teria solicitado as sanções ao governo americano.
- A intenção de voto em Lula subiu de 39% para 42% após o anúncio das medidas comerciais.
- 63% dos brasileiros temem que a nova política tarifária prejudique a economia de suas famílias.
O anúncio de uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, gerou um embate político interno no Brasil. Enquanto o governo brasileiro contesta a medida, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, e promete aplicar a lei da reciprocidade, o senador Flávio Bolsonaro atribui a sanção a uma gestão inconsequente do presidente Lula. Em contrapartida, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que as políticas da atual gestão brasileira prejudicam ambos os países, embora autoridades do USTR neguem motivações políticas para a decisão.
O impacto político do episódio reflete-se na opinião pública, conforme aponta a pesquisa Genial/Quaest. A maioria dos entrevistados, 58%, avalia que Flávio Bolsonaro carece de influência política para reverter o cenário junto à Casa Branca. Além disso, a percepção de que o senador teria solicitado as tarifas ao governo americano é compartilhada por 51% dos brasileiros. O desgaste político associado ao tema parece favorecer o presidente Lula, cuja intenção de voto subiu para 42%, em um contexto onde 63% da população manifesta preocupação com os impactos diretos das tarifas na economia doméstica.
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