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Flávio Bolsonaro pede fim de tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros

O senador argumentou em audiência nos EUA que as sobretaxas prejudicam a economia nacional e fortalecem politicamente o governo Lula.

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Foto: Times Brasil
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07/07 às 13:04 · atualizado há 11min

Pontos principais

  • Flávio Bolsonaro defendeu perante o USTR a revogação da sobretaxa de 25% aplicada pelo governo Trump a produtos brasileiros.
  • O parlamentar afirmou que a medida é inoportuna e que o momento atual é o pior possível para a imposição de barreiras comerciais.
  • O senador argumentou que o Pix é uma ferramenta de inclusão financeira e não deve ser alvo de restrições ou sanções comerciais.
  • O Itamaraty refutou alegações de barreiras comerciais e defendeu que temas como o Pix e decisões do STF não são negociáveis.
  • O governo brasileiro sustenta que o uso de questões internas como base para sanções gera desequilíbrio na relação bilateral.

O senador Flávio Bolsonaro participou de uma audiência nos Estados Unidos para solicitar o fim das sobretaxas de 25% impostas pela administração do presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros. Em seu depoimento ao USTR (Representante de Comércio dos EUA), o parlamentar argumentou que as sanções não atingiram os objetivos pretendidos e que, na prática, acabam por fortalecer politicamente o governo do presidente Lula, classificando o cenário atual como o pior momento possível para a adoção de tais medidas. Além da questão tarifária, o senador defendeu a preservação do Pix, rebatendo críticas de que o sistema brasileiro representaria uma prática de concorrência desleal e reforçando seu papel como ferramenta de inclusão financeira.

Em resposta às tensões comerciais, o Itamaraty e o chanceler Mauro Vieira enviaram um documento oficial ao governo americano refutando as alegações de barreiras comerciais. O governo brasileiro enfatizou que temas como o funcionamento do Pix e decisões soberanas do Supremo Tribunal Federal (STF) não são negociáveis em fóruns comerciais. A posição oficial do Brasil é de que a utilização de pautas internas como justificativa para a imposição de sanções comerciais cria um desequilíbrio prejudicial à relação diplomática e econômica entre os dois países, defendendo uma solução diplomática para o impasse.

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