Lula lidera corrida presidencial e governo atinge empate técnico
Pesquisa Quaest aponta Lula com 40% no primeiro turno e melhora na avaliação do governo, enquanto conflitos internos no PL desgastam Flávio Bolsonaro.
Pontos principais
- Lula lidera o primeiro turno com 40% das intenções de voto, contra 28% de Flávio Bolsonaro.
- No segundo turno, Lula registra 45% das intenções de voto contra 37% do senador Flávio Bolsonaro.
- Aprovação do governo Lula atingiu 48%, enquanto a desaprovação ficou em 47%, configurando empate técnico.
- Percepção de melhora na economia é apontada como o principal fator para a redução da rejeição ao presidente.
- No conflito público entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, 42% dos entrevistados concordam com a ex-primeira-dama.
- Apenas 18% dos consultados declararam apoio a Flávio Bolsonaro no embate familiar iniciado em junho.
- 62% dos eleitores acreditam que o envolvimento do senador Jaques Wagner no caso Banco Master prejudica a campanha de Lula.
- A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 10 e 13 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais.
- 65% dos eleitores afirmam que sua escolha de voto para a presidência já é definitiva.
O cenário eleitoral para 2026 apresenta o presidente Lula na liderança das intenções de voto, com 40% no primeiro turno contra 28% do senador Flávio Bolsonaro. Em um eventual segundo turno, a vantagem de Lula se consolida em oito pontos percentuais, alcançando 45% das preferências. O levantamento da Quaest, realizado entre 10 e 13 de julho, reflete um momento de recuperação para o governo, que pela primeira vez desde dezembro de 2024 atingiu um empate técnico na avaliação popular, com 48% de aprovação e 47% de desaprovação. Analistas indicam que a percepção de melhora na economia tem sido o motor principal para essa oscilação positiva nas taxas do Executivo.
Paralelamente, a campanha de Flávio Bolsonaro enfrenta desafios internos significativos. O desentendimento público entre o senador e Michelle Bolsonaro, após a divulgação de vídeos em que a ex-primeira-dama alega ter sido humilhada pelo enteado, gerou um desgaste notável na base eleitoral de direita. Segundo a pesquisa, 42% dos entrevistados concordam com a posição de Michelle, enquanto apenas 18% apoiam o parlamentar. O episódio, somado a divergências sobre alianças partidárias no Ceará, tem impactado a percepção do eleitorado sobre a coesão do grupo político.
Por outro lado, o governo Lula também lida com obstáculos de imagem. A investigação da Polícia Federal envolvendo o senador Jaques Wagner no caso Banco Master é vista por 62% dos entrevistados como um fator de impacto negativo para a candidatura de reeleição do presidente. Embora o cenário econômico favoreça a gestão atual, a percepção sobre a conduta de aliados próximos permanece como um ponto de atenção para o Palácio do Planalto. Com 65% dos eleitores declarando que sua escolha já é definitiva, a movimentação política de ambos os lados nos próximos meses será decisiva para consolidar ou reverter essas tendências.
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