Lula lidera corrida presidencial e aprovação do governo atinge 48%
Pesquisa Quaest aponta Lula com 40% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro enfrenta desgaste por crises familiares e políticas.
Pontos principais
- Lula registra 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 28% de Flávio Bolsonaro.
- No segundo turno, Lula amplia vantagem sobre o senador, alcançando 45% a 37%.
- Aprovação do governo Lula chega a 48%, superando a desaprovação pela primeira vez desde 2024.
- Percepção de melhora na economia e programas como o Desenrola 2.0 impulsionam a popularidade do governo.
- Proposta de fim da escala 6x1 conta com o apoio de 69% dos entrevistados.
- Flávio Bolsonaro enfrenta rejeição de 57%, a maior entre os pré-candidatos.
- Conflito público entre Michelle Bolsonaro e Flávio gera desgaste na base eleitoral de direita do senador.
- Investigação contra o senador Jaques Wagner é vista por 62% como fator negativo para a campanha de Lula.
- Pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 10 e 13 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais.
O cenário eleitoral para 2026 aponta uma vantagem consolidada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera as intenções de voto com 40% no primeiro turno, frente aos 28% do senador Flávio Bolsonaro. Dados da pesquisa Genial/Quaest, realizada entre 10 e 13 de julho, mostram que o presidente também venceria em um eventual segundo turno, com 45% das intenções de voto contra 37% de seu principal adversário. A estabilidade de Lula na liderança é acompanhada por uma melhora na avaliação de seu governo, que atingiu 48% de aprovação, configurando um empate técnico com a desaprovação, que se fixou em 47%.
A recuperação da imagem do governo é atribuída, em grande parte, à percepção positiva da economia e a medidas específicas que ressoam com o eleitorado. Programas como o Desenrola 2.0 e a discussão sobre o fim da jornada de trabalho 6x1 — que possui 69% de aprovação popular — foram identificados como fatores determinantes para a redução da rejeição ao presidente. Além disso, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil contribuiu para o fortalecimento da base de apoio de Lula, especialmente entre eleitores independentes.
Em contrapartida, a campanha de Flávio Bolsonaro enfrenta um momento de crise, refletido em uma rejeição de 57%, a mais alta entre os nomes testados. O senador tem sido impactado por uma série de eventos, incluindo o desentendimento público com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que gerou desgaste junto ao eleitorado de direita. Além disso, a proximidade do parlamentar com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, tem sido explorada negativamente por seus opositores, afetando sua performance entre eleitores moderados.
O levantamento também captou a percepção do eleitorado sobre o senador Jaques Wagner, alvo de investigações da Polícia Federal. Embora 62% dos entrevistados acreditem que o caso prejudica a campanha de reeleição de Lula, a maioria da população tende a enxergar o episódio como um problema pessoal do parlamentar, e não como uma falha institucional do governo. Esse cenário de instabilidade para a oposição, somado aos indicadores econômicos favoráveis, define o atual momento da corrida eleitoral, onde a consolidação da imagem de Lula parece resistir aos desgastes pontuais enfrentados por aliados.
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