EUA definem até 15 de julho novas tarifas sobre produtos brasileiros
O governo americano decide até 15 de julho sobre a imposição de tarifas de 25% contra o Brasil em meio a um impasse diplomático e comercial.
Pontos principais
- O prazo final para a decisão sobre as sobretaxas americanas, baseadas na Seção 301, encerra-se em 15 de julho.
- As tarifas podem impactar US$ 14,9 bilhões em exportações brasileiras, incluindo madeira, etanol e ferro.
- O governo dos EUA questiona o sistema Pix, alegando prejuízo a bandeiras de cartão americanas, além de citar desmatamento e regulação digital.
- A Suprema Corte dos EUA invalidou em fevereiro de 2026 parte da base legal original usada por Trump para as sanções.
- Diplomatas brasileiros relatam endurecimento do USTR nas negociações desde maio, atribuindo a postura a motivações políticas.
- A participação do senador Flávio Bolsonaro em audiência do USTR foi classificada por analistas como inócua e tecnicamente insuficiente.
- Setores industriais americanos que dependem de insumos brasileiros pressionam o Congresso contra o aumento de custos.
O governo dos Estados Unidos encerra, no próximo dia 15 de julho, o prazo para decidir sobre a aplicação de novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. A medida, que faz parte de uma disputa comercial iniciada em 2025, coloca em risco cerca de US$ 14,9 bilhões em exportações do Brasil. A gestão de Donald Trump utiliza a Seção 301 para justificar as sanções, alegando práticas desleais em áreas como regulação de plataformas digitais, combate ao desmatamento e o funcionamento do sistema Pix, que os americanos argumentam prejudicar a competitividade de empresas de cartões de crédito dos EUA.
As negociações entre Brasília e Washington enfrentam um cenário de inflexibilidade, com o Itamaraty relatando dificuldades em avançar em pontos considerados inegociáveis pela Casa Branca. Analistas apontam que a estratégia americana busca ampliar o poder de barganha em setores estratégicos, como minerais críticos e etanol. Recentemente, a tentativa do senador Flávio Bolsonaro de intervir junto ao escritório do representante comercial americano (USTR) foi vista pelo mercado financeiro como inócua, dado o caráter técnico das exigências americanas. Enquanto o governo brasileiro busca diversificar mercados para reduzir a dependência comercial, a expectativa é de que a decisão final de Trump mantenha o tom de pressão política sobre a agenda econômica nacional.
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