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Moraes dá 48 horas para TJs explicarem pagamentos acima do teto

O ministro Alexandre de Moraes ordenou que sete tribunais estaduais justifiquem pagamentos a magistrados que excederam o limite constitucional de remuneração.

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Foto: G1 Política
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06/07 às 13:01 · atualizado 15:02

Pontos principais

  • O ministro Alexandre de Moraes determinou um prazo de 48 horas para que sete Tribunais de Justiça prestem esclarecimentos.
  • A ordem abrange os tribunais do DF, Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rondônia.
  • A investigação apura o descumprimento de regras do STF que limitam o pagamento de verbas indenizatórias e penduricalhos.
  • Relatos indicam que alguns pagamentos a magistrados e pensionistas teriam atingido valores de até R$ 495 mil.
  • Os tribunais devem apresentar as folhas de pagamento detalhadas referentes ao período entre abril e julho de 2026.
  • O descumprimento da determinação pode acarretar o afastamento dos presidentes das cortes, além de sanções penais e civis.
  • A Procuradoria-Geral da República foi intimada para acompanhar o desdobramento das investigações.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que os presidentes de sete Tribunais de Justiça estaduais expliquem, no prazo de 48 horas, pagamentos realizados a magistrados que superam o teto constitucional. A decisão ocorre após denúncias apontarem que verbas indenizatórias e gratificações, conhecidas como penduricalhos, estariam sendo utilizadas para elevar a remuneração de juízes e pensionistas a patamares que chegam a R$ 495 mil mensais, ignorando as diretrizes fixadas pela Corte superior.

Os tribunais citados — que incluem o TJDFT e as cortes de GO, MA, PR, RJ, RN e RO — deverão apresentar os dados detalhados das folhas de pagamento dos últimos quatro meses. A medida visa verificar a conformidade com a tese do STF sobre o limite de rendimentos no Judiciário. O ministro foi enfático ao alertar que o não cumprimento da ordem ou a omissão de informações poderá resultar no afastamento imediato dos presidentes dos tribunais de seus cargos de direção, além de possíveis implicações nas esferas penal e cível. A Procuradoria-Geral da República foi acionada para monitorar o caso, que coloca em xeque a aplicação das regras de transparência e contenção de gastos no setor público.

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